FAZENDA DO JACÓ

Pastam bois nos pastos postos em relevo
e na planura das vargens crescem taboais selvagens
que fofam travesseiros tecem esteiras
Nas grotas escarpadas sobem capitães-do-mato
Há várzeas de arroz milharais nos morros
cafés pelas serras ribeirões de lírios
marrecos nas aguadas e nos brejos
patos nos açudes irerês nos mangues
rolinhas nos quintais papa-capins nos campos
galinhas e leitões em cevas e chiqueiros
Na vastidão do azul o sol a pino
a tropa na estrada
Na cozinha a mulher
no terreirão homens arruando café
nas grimpas das goiabeiras os moleques
No ar um cheiro doce de capim-gordura
e felicidade
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Esta entrada foi postada em Poesia.

3 comentários em “FAZENDA DO JACÓ

  1. Riva disse:

    Fazenda do Jacó, Tio Aurelio, Tia Toninha…Sinto saudades! Provei um pouco dessa felicidade.

  2. Zatonio disse:

    Eita que brotou água…como você mesmo diz. E nas grimpas das goiabeiras a saudade sentida vê ao longe. Lindo!!!

  3. Saint-Clair disse:

    Riva, tivemos essa felicidade na vida, não é mesmo? Obrigado!Zé Antonio, você sabe como são essas nossas recordações. Obrigado também.

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