PEQUENA HISTÓRIA

nas primeiras dores da manhã

o parto

e o sol nascente natimorto

o amor quedando roto

pelas barrancas do rio

o filho deposto sobre a grama

esteira de formigas

 

nas últimas cores da tarde

a morte

e o sol posto cadente

o corpo roxo de frio

sem sopro que impulsione

na correnteza do rio

 

pai e mãe insones

 

e longe

sobre os umbrais do vir a ser

nada

nem corpo nem alma

o amor restando inútil

 

e a vida essa colcha de retalhos inconsútil

mal cosida

esses remendos sem desvelos

esse horrível pesadelo

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