NOITE ANTIGA

na noite antiga da venda de meu pai

em volta do vidro de pé de moleque

caçadores pescadores trabalhadores rurais

criadores de passarinhos

contam causos caçoam uns dos outros

conversam conversam conversam

o menino ali está bebendo cada anedota

surpreendendo-se a cada história

do domingos peçanha

do joão dutra

do azamor

do aristides lugão

do joão coleto

do antônio/pedro/tião romualdo

do alcino carroceiro

do china

do alcides almeida

do ferreirinha

do todinho

do aristóbulo

do zé carola

do dico hilário

e de tanta gente mais que não cabe

naquela pequena venda

senão na minha memória

na minha teimosa memória de bicho do mato

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Esta entrada foi postada em Poesia.

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