CANTO DE GUERRA

dilacerem-se

estraçalhem-se

devorem-se por lá

ministros presidentes aiatolás

mas me deixem por aqui

tocando meu barco soprado a sonho

e minha vida movida a desespero

 

engulam-se

destruam-se

eliminem-se

idiotas eternos da guerra

chacais abjetos da violência

mas evitem-me qualquer parcela em sua luta

livrem minha cara de sua saliva irada

meu sangue não tingirá suas mãos despóticas

nem meus descompassos marcharão nos exércitos

dos que destroem homens

e continuam impunes

 

morram todos vocês

para que os povos enfim sobrevivam

do que lhes sobrar desses tempos de estupidez

e ódio

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Esta entrada foi postada em Poesia.

2 comentários em “CANTO DE GUERRA

  1. Paulo disse:

    Beleza. Vale dizer: "não sei para onde vou, só não vou por aí"!

  2. Zatonio disse:

    É por " culpa" de poemas como esse que tiranos têm tando medo da liberdade. Brilhante!!!

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