EH, BRASILZÃO LASCADO, SÔ!

Ontem, durante a Voz do Brasil, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Ministro Gonzaga Belluzzo, dizia da trabalheira que a Justiça brasileira teve em 2010, com o julgamento de dezesseis milhões de ações. Aproveitou para elogiar o desempenho dos magistrados de todas as instâncias.

No mesmo dia, corria notícia de que o Conselho Nacional de Justiça estava uma arara com o desempenho do Judiciário, por ter deixado sem julgamento mais de um milhão de ações que deram entrada no mesmo ano. E, em função disto, determinou a ampliação do atendimento dos serviços judiciários para o horário das 9 às 18 horas.

Quer dizer, o CNJ lançou o ônus do não cumprimento de metas nas costas do serventuário, que não julga processos, mas, tão somente, dá andamento aos feitos como determina a lei e a disposição dos julgadores.

Quem decide são os juízes. Se não houve decisão em todos esses feitos, que o CNJ mande os juízes trabalharem. Ou se amplie o quadro, que é insuficiente para a quantidade de demandas.

De nada adiantará os serviços estarem disponíveis por mais tempo, se não houver mais decisões a serem anunciadas às partes.

Por isto é que, com justiça (sem querer fazer trocadilho), os sindicatos dos serventuários andam protestando: os magistrados é que não cumprem as metas e os serventuários é que pagam?!

“Isto aqui, ôô!, é um pouquinho de Brasil, iaiá!”

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