UM OUTONO MUITO LOUCO

Ontem, segunda-feira, dezesseis de maio (Estou indicando com detalhes, para não dizerem que acuso vagamente.), fez, no espaço de vinte e quatro horas, todas as estações do ano, várias vezes seguidas, sem a menor sequência natural, pelo menos aqui na região do Rio de Janeiro e adjacências. Choveu fraco, deu toró, esquentou, esfriou, ventou à beça, tudo isso nas parcas vinte e quatro horas que compõe o tal dia. Foi pouco dia para muita estação, não é mesmo?

Hoje começou do mesmo jeito!

Esses tempos andam mesmo da pá virada.

O grande Tom Jobim gastou talento para fazer Águas de março e agora vem a Natureza descalibrada para mostrar que não tem nada a ver com a Arte. Por isso é que aquela velha história de que a Arte imita a Natureza nunca valeu mesmo. Esta última não admite isso pacificamente.

Eu mesmo já havia dito que, se o Maestro vivo fosse, teria de adaptar sua música para Águas de abril. No entanto, já tenho cá minhas dúvidas. É melhor não ficar dando opinião, diante da Natureza ensandecida.

Há uns cinco anos, no início do outono, um climatologista foi explicar para um jornal televisivo o que era o outono e disse uma frase que achei engraçada:

– O outono é uma estação sem personalidade: às vezes quer ser verão; às vezes, inverno.

Guardei a frase, porque acho que foi a melhor explicação científica para o outono. Insuperável.

Mas vamos combinar uma coisa: este outono está além de todas as maluquices.

Quem sobreviver verá!

Le quattro stagioni (blog-ibero-it)

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