DO MÁRMORE DO INFERNO AO SÉTIMO CÉU

Botafoguense parece ter nascido com a marca cristã do sofrimento purgativo do pecado original, para a salvação derradeira.

Pois foi, com a devida licença, o que aconteceu no jogo de ontem contra mais um lanterna do campeonato brasileiro, o América de Minas Gerais.

Como é comum acontecer aos botafoguenses, iniciamos o jogo no mármore do inferno. E foram necessários os noventa minutos para que entrássemos no sétimo céu.

Tenho a impressão de que há muito não começamos tão mal uma partida, bem como não conseguimos virar, de forma acachapante, aquilo que parecia irreversível.

No entanto, ao ocorrer o gol magistral de Elkeson, estabelecendo o 1×2, estava ali renascendo o Botafogo para o jogo. Aquele gol, com a beleza de sua feitura, foi determinante para que a partida, daquele ponto em diante, tomasse outro rumo.

Em sã consciência, não se admite que um time que faça um gol como aquele possa perder o jogo. Por isso é que, ao ouvir pelo rádio o narrador (estava no interior sem a tevê por perto) descrevendo o lance, enchi-me de esperanças. Ou não seria botafoguense.

E o final todos sabem: sapecamos um 4×2 de resgatar o mais empedernido dos pecadores.

Dá-lhe, Fogão!

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