PENSAMENTOS BEM-PENSADOS IX

Imagem em mais.uol.com.br.

A despeito do que dizem as más línguas, meu cérebro continua funcionando. Nem que seja no tranco! Por isso, ocorreram-me mais estes pensamentos bem-pensados, que, pensando bem, ficaram quase muito bons, um pouco assim mais ou menos. Sem falsa modéstia, que de falso não tenho nem pivô ou ponte fixa.

Ei-los!

1. Quando um imortal do porte de Sarney constrói um mausoléu para si, imaginando um dia poder morrer, isto dá um desespero em todos os outros reles mortais, que tomam consciência de que não terão a mínima chance de sobrevivência.

2. Em casa de minhoca, não se come espaguete.

3. Bala perdida sabe a sangue.

4. Aquele gramático é tão metódico, que, até na hora do sexo, é próclise, ênclise e mesóclise.

5. Chega certa idade que ler o Kama Sutra é assim como um diabético folhear um livro de receita de doces: é comer com os olhos e lamber com a testa.

6. Nesta hora, onde estão as pessoas no Cazaquistão? Naturalmente que é em casa que estão! Até porque lá deve ser de madrugada. Já o que fazem as pessoas do Curdistão é coisa que me eximo de dizer.

7. Quando chegar a sua hora, de nada adiantará o fato de você viver sempre atrasado para seus compromissos, nem alegar que esqueceu o relógio sobre a cômoda.

8. Mineiro gosta de queijo por uma questão de bairrismo mal direcionado.

9. A despeito do que muitos pensam, no galinheiro não há galinhagem. Isto fica para nós, humanos.

10. A situação grega está tão preta, que andam procurando Diógenes com lanternas mágicas.

11. No Capitalismo, quando o capital capitula muitos capitalistas são decapitados.

12. Quando o Comunismo russo ruiu, nem só os ruços riram. Riram alguns morenos, alguns ruivos e diversos romenos.

13. Do jeito que vai indo o espírito de tolerância entre os intolerantes, daqui a pouco não haverá mais nada para intolerar.

14. A Cochinchina era uma terra tão distante, mas tão distante, que, para se aproximar um pouco de qualquer outra, trocou seu nome para Vietnã.

15. É engraçado: a interjeição não introjeta nada, como o nome pode falsamente sugerir. Aliás, muito ao contrário, ejeta sentimentos e espantos com uma sem-cerimônia gramatical.

16. Ao corrigir o aluno, dizendo “mim não faz nada; só eu é que faz”, o professor destrata o aluno, espanca a gramática, mas mostra que a língua é muito mais flexível do que dizem as regras. E acaba por exercer seu dever didático!

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