HIPOCRISIA DE SEGUNDA-FEIRA

Hoje estou muito triste. O Bacalhau empatou e o Urubu perdeu, levando um chocolate. Isto me tira totalmente o ânimo para qualquer coisa, menos para me jubilar – como se dizia outrora no Hino à Bandeira, sei lá! – e achar que o Fogão ainda pode chegar a campeão do Brasileirão, apesar de todas as bobagens que fez em jogos em que tinha tudo para vencer.

Não vou tentar explicar nada, porque futebol não se explica. Vale pelos noventa minutos, com os tais acréscimos que, às vezes, se mostram fatais, e todas as previsões anteriores ou considerações posteriores não mudam absolutamente nada.

Talvez porque o futebol seja um esporte trágico, no sentido grego, que produza resultados provenientes da cabeça desconcertada de um deus louco e sobre os quais os comuns dos jogadores, técnicos, torcidas, diretorias ou gandulas não tenham interferência, apesar de estarmos carecas de saber de armações que o envolvem. Mas, ainda assim, isto também faz parte do quadro trágico.

Por este motivo, embora o Curintcha esteja com uma tabela bastante favorável, é bem possível que o Botafogo possa chegar à ponta, no final da competição, desde que os tais deuses enlouquecidos queiram.

Senão, vejamos. Após o jogo da Sulamericana entre Vasco e Aurora, todos ficaram com a ideia de que ali estava o campeão brasileiro de 2011, tal a superioridade dos brasileiros na partida. O Bacalhau jogou como time grande, fazendo uma enxurrada de gols, de repertório variado e com uma falta de cerimônia parecida com a do malandro entrando na zona. Aurora, é bem verdade, por aqui está mais para frango congelado do que para futebol e só fez bonito na Bolívia, segundo alguns, pela altitude em que a bola rolou. Na vargem de São Janu, não teve fôlego.

Já ontem, contra o São Paulo, time que vai mal das pernas, sem padrão de jogo, o que ocorreu? O Vasco voltou a jogar o arroz com feijão normal. Inclusive sem bacalhau à Zé do Pipo. Perdi meu tempo olhando o jogo, enquanto no sul o Urubu tomava um chocolate com Ronaldinho Gaúcho, Thiago Neves e tudo. Quer dizer com a sua falta de força total.

Por isso é que, ao sair do Engenhão no sábado, com aquele minguado 1×0 sobre o desvalorizado Cruzeiro, achei que nem tudo está perdido.

Tomara que a esperança botafoguense não seja uma mera mariposa do mato!

Ô segunda-feirazinha mais gostosa, apesar do tempo feio!

Imagem em doutoresdofutebol.blogspot.com.

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