ECOS DO FUTEBOL DESTE FIM DE SEMANA

1. O repórter de campo do canal PFC que transmitia Santos x Vasco, lá pelos 25 minutos do segundo tempo, informa que Bernardo, atacante do Vasco, chorava porque sua camisa se rasgara e não havia outra. Sei não, mas isso não me parece coisa de macho da chuteira roxa. Homem mediocremente normal não chora por este motivo!

2. Depois que o mineiro Itamar Franco instituiu o real como moeda forte brasileira, o Cruzeiro-MG só vem caindo, estando ameaçado de ir para a bolsa de desvalores da Segundona. Perdeu até para o Urubu, que voltou a jogar bem. Apenas no segundo tempo. Mas que deu para o gasto.

3. Como é que o Fernando Prass vai me aceitar aquele gol do Borges, lá de fora da área, a distância ensurdecedora? Tudo bem que parecia um pombo sem asas, mas entrou prosaicamente como uma penosa. E isto não apraz a ninguém.

4. Algumas jogadas de efeito que Neymar anda fazendo nesses últimos jogos visam tão somente a credenciá-lo a melhor jogador da FIFA. Não posso crer que ele esteja querendo menosprezar seus colegas de profissão, com dribles desconcertantes.

5. Corinthians e Vasco ajudaram o Botafogo e os que vinham atrás dele. Só o Fogão não se ajudou. Quando depende de nós, a coisa fica muito difícil, e isto já é uma característica – para não dizer uma urucubaca, porque me recuso a crer nessas coisas – a marcar nossa trajetória.

6. Há certos modismos que, de tão repetidos, tornam-se insuportáveis. Ainda no jogo Santos x Vasco, o mesmo repórter referido na primeira nota acima disse que “o público era de quinze mil, mas com a sensação de vinte mil”. Que titica é esta? Quantidade de público agora é como anúncio de temperatura: dezoito graus, com sensação térmica de doze?

7. O técnico Caio Júnior é o rei das substituições insustentáveis. Depois, quando vai explicar as derrotas, suas explicações nem com estacas se mantêm de pé. Tudo contaminado por seu nome: Caio.

8. Com a vitória do Flu, que tirou o terceiro lugar do Fogão, o que se evidencia é que não há prognóstico garantido sobre que time vencerá o Brasileirão 2011. Até mesmo nós temos possibilidades. Em futebol, até o impossível acontece com frequência assustadora.

9. O Santa Cruz, de Pernambuco, conseguiu subir um degrau de sua decadência, levando aos estádios uma multidão impensável para a situação em que encontrava. Na verdade, não eram torcedores, eram devotos, que carregavam a Cruz do Santa em seus corações e em sua voz. Foi comovente ver aquela manifestação. Pena é que nós só tenhamos esta disposição para o futebol, o carnaval e as passeatas divertidas. O país poderia ser bem melhor, se nossa energia fosse direcionada para outras necessidades gerais.

10. Enquanto isto, o Duque de Caxias apanha como soldado raso desertor. Está virtualmente rebaixado à terceira divisão, ou série C. É o único caso na República de um Duque ser rebaixado. O que, aliás, tem tudo a ver: República só tem plebeus, tirante seus marajás.

Futura torcedora do Botafogo ensaiando para a vida afora (imagem em geisso.blogspot.com).

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3 comentários em “ECOS DO FUTEBOL DESTE FIM DE SEMANA

  1. Ai…ai…ainda bem que sou Barão…hahahahaha….

  2. Saint-Clair Mello disse:

    É verdade. Você está isento: não há nada na nobreza abaixo de barão. Hehehehe! Olha, Loco Abreu nos convocou para o próximo jogo, com argumentos imbatíveis.

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