A UNIÃO EUROPEIA SOBREVIVERÁ?

O Velho Continente vive momentos de angústia.

O euro, moeda de vários países da União Europeia, está tropicando e periga cair.

Ontem, em mais uma rodada de reuniões dos países membros, finalmente parece que ficou acertado um acordo, para segurar a onda do euro e, assim, evitar seu colapso e a consequente derrocada da UE.

A proposta da criação da comunidade foi fazer frente ao poder do dólar no mercado internacional. No entanto a adoção da moeda única não é ponto pacífico até o presente. Há países que optaram por manter seus antigos padrões monetários, como o Reino Unido e a Suécia.

Ocorre que, a se perder a moeda única da maioria dos países, via de consequência a união que se vem firmando entraria em colapso.

Agora, ao lado de exigências iniciais para admissão, a permanência na UE dependerá de um nível limitado de déficit público.

Como se vê, as condições econômicas caminham ao lado de exigências políticas e administrativas.

É como se, mal comparando, o comportamento econômico irresponsável do membro de uma família unida acabasse por afetar todos os demais familiares.

Não desejaria ver a Europa de pires na mão, em profundo retrocesso econômico, o que fatalmente levaria ao comprometimento de sua estabilidade política e social.

Julgo o Capitalismo o menos ruim, se me permitem a forma, sistema atual, desde que freado em suas ambições. O Comunismo nunca foi aplicado. A chamada ditadura do proletariado é uma utopia e, enfim, uma ditadura, o que é ruim por si só. Não há ditadura boa. O Socialismo é um abrandamento do Capitalismo, ou talvez a sua face com maior preocupação social, e cambaleia com governos que, democraticamente, acabam substituídos periodicamente. Utopia por utopia, viver sem governo é o que seria ideal. Mas não é mais possível!

Na verdade, desde que se criou o dinheiro, ficou impossível viver sem ele. Só que ele deve trabalhar pela maioria e não para o benefício de uma minoria esperta e gananciosa.

E, neste burburinho instalado, há de prevalecer a velha sabedoria dos europeus, porque, num mundo globalizado, ninguém quer perder o parceiro econômico.

Até uma birosca na favela ganha dinheiro, se seus frequentadores o têm para gastar. É mais ou menos assim.

Imagem eu europa.eu.

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