ENSINANDO À ANA CAROLINA

Está na primeira página d’O Dia de ontem: “Ana Carolina planeja ter um filho em 2012, mas ainda não sabe como.”

Imagem em odia.ig.com.br.

 

Vou parar todas as minhas atividades relevantes, para ensinar à cantora como ter um filho.

Há várias possibilidades de se realizar o desejo de ser mãe, Ana, dos mais simples e corriqueiros, aos mais complexos.

Comecemos pelo primeiro a existir e que nunca deixou de estar na moda, embora uns e outros por aí não gostem dele: FAZER SALIÊNCIA COM HOMEM. É… homem, bofe, essas coisas. Homem comum, que esteja na flor da idade de preferência. Mas pode ser de qualquer idade, desde que a espingarda ainda dê algum tiro. Devo dizer, inclusive, que este método não requer nenhum estudo, nenhuma ciência, para que seja levado a cabo, se é que me entende. Na minha terra, há um ditado que traduz muito bem esse descompromisso científico da coisa: O diabo atenta, o ferro entra! Mais ou menos por aí. A única coisa que é necessária é saber se o dia de plantar a semente está propício. Se não der num, pode-se ficar tentando o mês inteiro. Aí, é batata!

Um segundo método, já um pouco mais complicado, é ir a um dos muitos orfanatos espalhados pelo país, interessar-se por uma ou várias crianças e habilitar-se judicialmente para adoção. Como, aliás, fez a Gal Costa, que está feliz da vida com seu filho. Não gerou, não embarrigou, não pariu e é mãe, com o mesmo amor e desvelo pelo rebento.

Outro método, também complicadíssimo, é o da barriga de aluguel. Neste, é preciso encontrar alguém que se disponha a tanto. É possível encontrar alguém disposto, mas desconfio muito do método, porque não garante que, ao final da gestação, a mãe de aluguel se conforme em entregar o neném.

Mais um, e este complicadíssimo e carérrimo, é a tal da inseminação artificial. Mas é preciso ter cuidado. Lembra-se do caso daquele tal Roger Abdelmassih? Vai que você não goste da coisa, como diz que às vezes gosta, e o cara faz saliência com você em momento de obliteração dos sentidos. Dele, não; seu! Porém, se não for este o caso, há de se saber quem será o doador, donde vem, quais suas credenciais. Já pensou se lhe implantam um espermatozoide de baixo calibre, proveniente de um cabeça de bagre do Botafogo, de um político corrupto ou de um fascista?

Um último, embora arriscado se a polícia pega, é sequestrar um neném numa unidade neonatal de qualquer hospital brasileiro. Ou mesmo pegar o filho de uma mãe que o rejeite, assim que ele põe a cara no mundo. Ninguém precisará saber. Nem você, da mãe; nem a mãe, de você! Molha-se a mão de um funcionário do nosocômio e você sai com um bebê no colo. Depois vai a um cartório suspeito, com um escrivão suspeito e lavra uma certidão de nascimento legal, porém de modo suspeito. Não precisa jamais dizer para ninguém, em tempo algum. Qualquer coisa, depois mandamos flores para a prisão em que você estiver.

Enfim, como vê, há todos esses métodos para ter um filho. Não sei se você notou, Ana Carolina, mas o primeiro é o mais simples, mais natural, mais compensador emocionalmente. E dá um prazer danado na hora em que é executado.

Fui!

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