A SUÍÇA E O CASO ISL

A Suíça é um país engraçado! Para não dizer suspeito.

Inventou uma tal de neutralidade bastante estranha. Tudo bem que seja um país pequeno, de população diminuta, que se deu conta de que não poderia, ao longo do tempo, meter-se a besta com vizinhos mais fortes.

No entanto nunca foi neutra para aceitar, em seus bancos, dinheiro proveniente de não importa que origem, com o princípio de que dinheiro não tem nacionalidade. E, até hoje, quando a globalização exige participação mais engajada de todos os países, a Suíça reluta em recambiar divisas depositadas em suas instituições bancárias e cujas origens foram declaradas produtos de crimes financeiros, em seus países de origem.

Vem à tona, agora, mais uma idiossincrasia da justiça suíça. Há alguns anos, ela investigou certas relações esdrúxulas entre a ISL, empresa ligada ao esporte e que foi à falência, e a FIFA, então comandada pelo brasileiro João Havelange. À época, Joseph Blatter, seu atual presidente, era secretário-executivo.

Pois muito bem! Na oportunidade, descobriram-se várias falcatruas, inclusive com a doação de propinas a homens importantes ligados ao futebol, dentre eles – suspeita-se – o próprio Havelange e seu genro, Ricardo Teixeira, presidente da CBF, o que, aliás, já foi noticiado pela BBC.

A FIFA entrou, então, com recurso, para que o resultado das investigações fosse mantido em sigilo, a fim de que, naturalmente, não se lançasse lama sobre figuras impolutas e respeitáveis do cenário esportivo internacional. Já imaginaram essas duas figuras empertigadas, soberbas, quase apocalípticas, serem acusadas de venais e corruptas, como os nossos mais reles políticos?
Então o que fez a justiça(?) suíça? Exigiu uma multa, tipo propina, cala-boca, lá o que seja, e escondeu por dez anos o resultado a que chegou em sua investigação.

Agora vem ela ameaçando publicar a pouca vergonha toda, pois o prazo comprado e combinado chegou ao fim.

A FIFA disse que vai recorrer mais uma vez. Imagino que irá comprar novamente o silêncio da insuspeita justiça do insuspeito país dos Alpes.
Que m*rda, hem! Parece coisa de republiqueta de banana, mas não é.

Vou aproveitar a ensancha oportunosa, para perguntar a você, leitor, já que estamos falando deste mui admirado país: Quantos pés de cacau existem em solo suíço? Como é, então, que ele chegou a ser reconhecido como o melhor produtor de chocolates do mundo? Será que pagou aos países produtores o justo valor da matéria-prima? Ou trabalhou como outros da Europa, que fazem belíssimos móveis de madeira nobre brasileira, para lá exportada por contrabandistas ambientais?

Vejam o comportamento reprovável do suicinho (em ansiaes-pura.blogspot.com).

———

PS: Meus olhos não são penico – Li, entre aparvalhado e contrafeito, que a sexagenária atriz Suzana Vieira, a sem-noção, vai ser um anjo de luz para a Grande Rio, escola de samba e de jogo do bicho da aprazível cidade de Duque de Caxias, aqui ao lado do Rio de Janeiro. Qualé?! Se ela chegou a anjo de luz, qual é o papel de lúcifer, então? Me poupem, tá? O carnaval carioca já começou a me dar motivos. Depois querem que eu faça cara de pastel.

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3 comentários em “A SUÍÇA E O CASO ISL

  1. kkkkk disse:

    PAÍS DE PRIMEIRO MUNDO UMA OVA .. KKKKKKKKKK ISSO É EUROPA !!! EUROBOSTA

  2. Respeito a opinião de quem escreveu o texto, porém, achei bastante contraditório… Primeiro quando fala em neutralidade: “no entanto nunca foi neutra para aceitar, em seus bancos, dinheiro proveniente de não importa que origem, com o princípio de que dinheiro não tem nacionalidade”. Para mim isso tem tudo a ver com neutralidade… o que seria o contrário de neutro, ou seja, arbitrário, é impedir que dinheiro entrasse nos bancos devido a nacionalidade ou outros fatores. Neutralidade é não tomar partido. O que sempre acho interessante quando leio sobre o segredo bancário é a costumeira afirmação de que é política da Suíça é trazer dinheiro sujo do mundo e que o segredo bancário foi criado para esse fim. Aqueles que ingenuamente acreditam que a Suíça vive de dinheiro sujo digo: superem as credices e clichês! Investiguem melhor o assunto. Não entrarei em detalhes do que aprendi a respeito mas, em resumo, o segredo bancário foi criado para impedir que Estados totalitários invadissem a privacidade de seus cidadãos (leia-se pagadores de imopstos). Ele foi criado como proteção.
    Outra passagem me chamou atenção: “como é, então, que ele chegou a ser reconhecido como o melhor produtor de chocolates do mundo? Será que pagou aos países produtores o justo valor da matéria-prima?”. Bom, quanto à qualidade do chocolate posso afirmar: ela não vem apenas do cacau de boa qualidade. Outro ingrediente importante (que de fato difere o chocolate suíço dos outros) é a qualidade do leite usado na mistura. E, mesmo se não fosse o leite o responsável, fico impressionado com essa ideia de que cabreia à Suíça estipular o valor correto para os “países-“produtores de cacau. Uma inversão de responsabilidades. E além disso, o preço é dado pelo mercado! Acho que boa parte do racismo/xenofobia que existe no mundo tem origem nessa mania de se nacionalizar tudo, ou seja, pensar as coisas/produtos/mentalidades em termos de nação e não do ponto de vista do indivíduo. Ou seja, aquela generalização barata que não serve para nada a não ser distorcer a realidade e colocar todo mundo no mesmo pacote, como se todos brasileiros fossemos iguais, por exemplo.

    • Saint-Clair Mello disse:

      Não fui eu que escrevi o comentário. Apenas fui aprová-lo e o WordPress fez a desfeita de apagar o nome do remetente e atribuí-lo a mim. Como sou meio democrático, publico-o, já que não contém ofensas ou expressa ódios raciais, como alguns que eliminei.

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