ASSIM NÃO DÁ PÉ, PEZÃO!

No jornal televisivo de ontem de manhã, rolou matéria sobre as encostas que rolaram na Serra Fluminense há exato um ano, e o vice-governador Pezão apareceu, com aquela sua cara imensa, meio bexiguenta, – cenário atrás ainda desmoronado –, para responder a algumas questões do repórter.

Foi constrangedor ouvi-lo. Não havia explicações a dar à população daquelas três cidades – Nova Friburgo, Teresópolis e Petrópolis – que viram a tragédia se abater implacável sobre suas gentes.

O trabalho dos governos dos três níveis é, para sermos educados, ridículo. Pouco ou quase nada se fez. Muito se prometeu. Outro tanto se desviou.

E o Pezão, instado pelo repórter, renovou as promessas de um ano atrás para o atendimento dos que ficaram sem casa, dos que perderam seus bens, dos que perderam seus entes queridos.

Sentado em meu sofá, senti uma vergonha danada do que ouvia, da cara deslavada do vice-governador, que, naturalmente, foi mandado à reportagem, porque o governador não quis passar por tal constrangimento. Bem feito, quem mandou ser vice!

Tive, ainda, mais vergonha de nossas tristes autoridades.

Pergunto ao meu amigo leitor: E na tragédia de agora do Norte e do Noroeste do Estado, quanto tempo se gastará para minimizar os efeitos do tempo enlouquecido? Qual será a paciência a ser cobrada dessas outras populações, para que elas aguardem as providências em ritmo de tartaruga de nossos governos? Qual é o prazo que os governos se darão, para fazer voltar ao status quo a vida dessas comunidades?

É bom os governos se irem preparando, pois, pelo que temos observados nesses últimos cinco anos, as catástrofes climáticas estão agendadas anualmente. O que pode diferir é o local de ocorrência e a maior ou menor gravidade.

O tempo está enlouquecido e, como disse certo especialista em clima, isto acontece periodicamente no planeta. Assim temos de estar preparados para viver esses novos tempos, com ações preventivas sérias, a fim de que, a cada ano, não tenhamos nossos semelhantes sacrificados pelas catástrofes naturais.

E não precisemos ver, com vergonha e nojo, a fala inócua de autoridades que têm, em função de seus cargos, de socorrer de imediato e com eficiência a população que paga seus impostos e que as elege a cada quatro anos.

Enchente do Rio Muriaé (imagem em voluvia.com).

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