MEIAS OBSERVAÇÕES IMPERTINENTES SOBRE CORÍNTHIANS X FLAMENGO

Vi o segundo tempo do jogo-treino entre Flamengo e Corínthians, ocorrido em Londrina, no Paraná, no último domingo. E foi a pior parte daquela partida.

É que, nos primeiros quarenta e cinco minutos, jogando com os titulares, o time paulista aplicou 2×0 no Urubu. E eu não vi! Já no segundo, com os reservas, o Fla fez os seus 2×0. E foi este que vi. Devo confessar que não gosto de ver o time da Gávea ganhando nada. Apenas contra os argentinos, sou capaz de torcer debilmente pelo rubro-negro.

Assim, somados os dois resultados da partida, como disse o narrador na oportunidade (Vejam que já estamos fazendo placar adicional até no mesmo jogo!), deu-se o empate. Ele, inclusive, facilitou a vida do telespectador ruim de matemática, porque fez a conta de viva voz: dois no primeiro tempo para o Corínthians, dois no segundo tempo para o Flamengo; resultado final: empate em dois a dois. Aliás, uma operação muito difícil para nós. Poderia alguém ser levado a achar que o resultado final fosse quatro!

Há algumas lições a se tirarem deste magnífico embate futebolístico entre os times de maior torcido do Brasil, como também fazia questão de repetir do narrador, Milton Leite, de quem gosto pelo humor com que transmite as partidas. Tenho a impressão de que é a primeira vez que transmite em um canal aberto de tevê brasileira. Corrijam-me se estiver errado.

Pois bem, voltando às lições e deixando Milton Leite de lado, posso afirmar, com toda segurança, que o Flamengo futuramente será um bom time, já que os seus gols foram marcados pelos reservas. O atual time titular, como se deduz, é bem fraquinho. No futuro, Negueba, em melhorando seu desempenho, passará a se chamar Gororoba. Se chegar a ser vendido para o estrangeiro, posteriormente, poderá trocar de nome para: Feijoada, Buchada de Bode, Churrasco, alguma coisa assim. É que seu apelido me lembra  sanduba de pé sujo, de carrocinhas de podrão, como se diz no Rio de Janeiro.

Outra conclusão a que cheguei, depois de muito matutar: o Flamengo gosta de fazer seu treinamento inicial na cidade paranaense só para dar uma força ao Botinelli, jogador argentino que no restante do ano assume sua principal característica, já expressa em seu nome: dar botinadas. Lá, no entanto, ele joga bem e consegue até fazer gols. Vai-se entender a relação entre o argentino e Londrina! Por essas e outras é que ando desconfiado das causas da seca que assola aquela região do país.

Agora uma constatação dolorosa: o Adriano em campo parecia aquele navio italiano, o Costa Concordia, na costa da ilha de Giglio: adernado, tal o peso que carregava. Inclusive com risco de soçobrar no gramado verde paranaense.

Esta constatação, aliás, me deixou triste. Sou fã do jogador, sobretudo, pelo gol salvador na Copa América de 2004 em cima da Argentina, aos 48m do segundo tempo, e que nos levou à conquista do título nas penalidades. As besteiras e os equívocos que comete fora de campo é que, parece-me, o levaram a este estado lastimável de agora. Com toda sinceridade, não gostaria de vê-lo decair desta maneira.

Ontem, mais uma vez, faltou ao treino e acabou sendo multado.

Meio tempo assistido, meias observações feitas. Acho que está justo, muito justo!

O Costa Concordia soçobrando no Mar Tirreno (em joaoalberto.com).

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