DOIS DEDOS DE PROSA, ANTES DE UMA CERVA GELADA

1º: PEDRAS TROCADAS NÃO DOEM

A blogueira cubana Yoani Sánchez não virá mais ao Brasil.

Sem problemas. Também sou blogueiro brasileiro e não irei a Cuba.

Uma a um.

Ela não virá, porque Raúl Castro não deixou.

Empatamos novamente: não irei, porque dona Jane não deixou.

Dois a dois.

Raúl Castro não deixou, com receio de que ela extrapolasse nos comentários aqui.

Dona Jane não deixou, com receio de que aqui, depois, os comentários extrapolassem.

Outro empate: Três a três.

A Dilma deu visto para ela.

Pelo visto, a Dilma nem me viu.

Desempate dela: quatro a três.

Esse povinho de Cuba é mesmo tinhoso, não bastassem o boxe, o voleibol e outros esportes olímpicos.

 

2º: A CIÊNCIA AINDA VAI COMPROVAR QUE O COLESTEROL BOM FAZ MAL E QUE O RUIM FAZ BEM (Não morro, sem ler essa notícia!)

Tenho uma má notícia para uns e outros aí, principalmente para o amigo Zatonio Lahud, que, tentando emagrecer, pararam de tomar cerveja, chope e demais derivados da cevada (quais não sei, mas coloquei assim mesmo).

A Ciência, esta verdade provisória que mais muda na face da Terra, descobriu agora que cerveja emagrece, previne diabetes, hipertensão arterial e problemas cardíacos. E eu acrescento: é diurética, dá zonzeira e enche a gaveta do dono do botequim. Se tomada com moderação, não faz efeito nenhum.

Até ontem meu endocrinologista me recomendava moderação no consumo da cerva, em virtude de umas taxas meio salientes nos açúcares sanguíneos. Na próxima consulta, vou levar o jornal e esfregar na cara dele: E aí, doutor, o que me diz agora?

Zatonio, por exemplo, logo de manhãzinha, corre na areia fofa da praia de Icaraí, para puxar ainda mais, sobretudo se à frente dele for uma mulher bonita com os glúteos balançando (Ele diz que pratica uma religião aí, um tal de Zen-bundismo.). Aí é capaz de chegar até a subida do Museu de Arte Contemporânea, grande obra daquele menino Oscar Niemayer, belissimamente instalado num promontório entre a Praia das Flechas e a de Boa Viagem.

Frequentemente volta com a língua em forma de gravata vermelha pendurada sobre o barrigão, que jamais recuou um centímetro desde seu último recorde em 1983, mais precisamente em 5/12/1983, quando tomou as últimas garrafas do líquido dourado no bar do Crissaf, acompanhado de uma chusma de biriteiros – Jilozinho e Totó na assessoria de libações alcoólicas –, na sua São José do Calçado de muitos amores. Infelizmente Crissaf já não está mais entre nós para comprovar a medida que tirou naquele momento, com a fita métrica de sua esposa. Jilozinho e Totó também não se lembram, porque sofrem de “maionese alcoólica”, como se diz depois do décimo copo.

E vejam que nem tão grande a barriga dele é, mas vai botar isso na cabeça de quem é fissurado em vida saudável. Agora pegou essa mania!

Como o domingo está bonito e já são quase dez horas, paro por aqui e vou até o Botequim Chalé tomar um chope geladinho, que tenho de cuidar da minha taxa de glicose.

Fui!

Imagem em bahianoticias.com.br.

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