“EU NÃO FIZ NADA DE HEROICO!”

Vítor ao deixar o hospital (imagem em querosites.com.br).

A frase com que intitulo esta postagem foi dita pelo jovem Vítor Suarez Cunha, à saída do hospital onde esteve internado, após ter sido espancado por um bando de outros jovens na Ilha do Governador, na cidade do Rio de Janeiro.

O motivo do espancamento todos estão cansados de saber. Vítor foi intervir no espancamento de um morador de rua e acabou levando a pior. Pagou pela ousadia de ser sensato.

O morador de rua, naturalmente bêbado, disse ontem à polícia que não se lembrava de nada. Já Vítor quase teve seu rosto desfigurado e sua vida covardemente interrompida por um grupo de gente da pior espécie, lixo humano mesmo.

E sua frase lúcida põe para nossa reflexão que, na verdade, ele realmente não fez nada de heroico, nada de sobre-humano. Foi apenas falar com semelhantes seus, rapazes de sua faixa etária e frequentadores do mesmo espaço geográfico, sobre um ato condenável sob todos os aspectos.

Ele, rigorosamente, não foi herói: foi cidadão, foi ser humano solidário e preocupado com seu semelhante mais desvalido.

Os outros, os agressores, é que não merecem o nome de ser humano, de gente. Eles é que têm de ser condenados com todo o rigor da lei. Um deles, inclusive, é reincidente: é um espancador contumaz. Para este, não bastará mais condená-lo a doar cestas básicas. Ele está-se lixando para isto. Deve dar gargalhadas desta lei frouxa, tal como fez seu colega, através do Facebook. E se houvesse a castração para esse tipo de gente? Ou a lobotomia, como em “Laranja mecânica”, um filme que, há décadas, nos assombrou como uma ficção possível?

E estou dizendo isto não como figura de retórica. É isto mesmo! Talvez aos espancadores reincidentes devia-se aplicar uma pena que nem existe em nosso Código Penal. Que se mude o Código Penal. E aos estupradores também!

E não venham com argumentos de que a sociedade é que os produz. Todos devem ser filhos de famílias de bem, pais trabalhadores, responsáveis. Eles, sim, são criminosos sem causa. Praticam o crime pelo prazer de o praticar, como lazer, como valor de grupo.

Estão aí também os neonazistas violentos, os homofóbicos, os assassinos frios, os pedófilos, os vândalos dos estádios esportivos, os sequestradores.

Vítor, infelizmente, não foi herói e ele, lucidamente, sabe disto.

Agora, no entanto, terá de ser protegido, porque, na primeira oportunidade, esses criminosos podem tentar repetir o feito e, caso isto se dê, ele não escapará.

A sociedade não pode suportar que alguns de seus membros se comportem pior que animais.

Aliás, os animais não se comportam assim. Só o ser humano: o pior bicho que a natureza engendrou para habitar o planeta! Mas, fora do humano, não há salvação possível. E temos de tomar as medidas necessárias a que tais atos não se repitam.

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