SAI O CARNAVAL, ENTRAM OS PROBLEMAS NA AVENIDA

Parece carma. Foi só o carnaval ameaçar acabar e já começaram a pipocar problemas. Aqui em casa, no condomínio, no bairro, na cidade, no planeta, enfim.

Parece que tudo estava adormecido, aguardando a passagem dos cortejos de Momo, para nos pegar de ressaca, mal-humorados e com nossa escola pendurada lá no meio da tabela de classificação final.

Por exemplo, a Bolsa de Valores fechou em baixa, mal reabriu seu pregão nesta quarta-feira. Também as de Frankfurt e de Paris.

O dólar caiu. Se para nós é bom, para nossos irmãos do Norte não deve ser. Ou se para nós é ruim, para nossos irmãos do Norte deve ser bom. Ou melhor, deve ser ruim para os dois. Ou não? Talvez Caetano Veloso pudesse resolver esta questão entre o sim e o não. O não e o talvez.

Queimou-se a lâmpada do hall do andar onde moro. É pouca coisa, mas também é um transtorno. Cada problema tem seu grau próprio e, na soma geral, aumenta o incômodo do estar no mundo.

Na rua, ao ir à padaria, pisei num cocô de cachorro. Lá não havia o pão que procurava. Um desses com não sei quantos por cento menos de gordura trans, sem adição de açúcar e com infinitas menos calorias que todos os demais. Talvez você, leitor, o conheça, porém não declinarei aqui sua marca, porque não ganho para isto. Mas, se encontrá-lo, é esse mesmo. Pode comprar, sem pestanejar.

A única escola de samba deste lado de cá da Baía de Guanabara que ainda participava do Grupo Especial acaba de ser rebaixada para o Grupo de Acesso: a Unidos do Porto da Pedra.

Também o que de grande mal há nisto? Não ligo para carnaval; não torço pela Porto da Pedra; nem moro em São Gonçalo! Nisto, pelo menos, estou no lucro.

Enquanto isto, na Zoropa, a Grécia continua em sua espiral descendente, rumo ao tempo dos dóricos. Apesar de ter recebido uma ajuda substancial, também foi rebaixada, como a Porto da Pedra, só que por uma dessas agências de classificação de risco. O desfile grego, pelo visto, desandou.

Por aqui, alguns clubes militares soltaram nota, contestando falas de ministros da presidente Dilma, em que eles criticaram a ditadura militar que reinou sobre o país. Agora será que seremos obrigados a falar bem da ditadura militar? Ou de qualquer ditadura?

Sei não, mas acho que foi só o carnaval dobrar a esquina, para a realidade mostrar que está aí para nos aporrinhar.

Este vai ser um ano de lascar!

Imagem em nandabezerra.com.

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