PEQUENO CANTO DE LOUVOR AOS TXUCARRAMÃE

Raoni honra seu povo
desde o mais remoto irmão
ao mais recente.
Raoni honra sua terra
desde a pequena água corrente
ao grande espaço verde.
Raoni honra a si mesmo
e quem honra a si mesmo
não sente medo
e não transige com a opressão.
Raoni honra a sua borduna
e não teme a ameaça da bala
porque seu peito é feito
da matéria etérea dos heróis
contra a qual nada podem as armas.
Raoni honra seus bravos
e por isso luta
até que a justiça se instaure.
Raoni honra toda a pátria
de brancos & negros
de índios & mestiços
e ergue seu grito de guerra:
a voz de todos os oprimidos
deste nosso triste tempo.

Imagem em pt.wikipedia.org.

—————

Nota: Este poema é da década de 80 do século passado e foi feito na efervescência da luta do Cacique Raoni pela preservação do meio-ambiente e da cultura indígena. No sítio eletrônico Wikipedia, está anotada esta passagem de sua luta: “Em 1984, apareceu em público armado e pintado para a guerra a fim de negociar com o ministro do interior, Mário Andreazza, a demarcação de sua reserva. Durante a reunião com o ministro, deu-lhe um puxão na orelha e lhe disse: Aceito ser seu amigo. Mas você tem de ouvir índio.”. Ele hoje está com 82 anos.

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