A EXPERIÊNCIA DE COMER NO RESTAURANTE D. IRENE

Há alguns anos, minha colega de trabalho e amiga Carla Telles contou-me que estivera em Teresópolis com o marido, Mário André, para almoçar no Restaurante D. Irene. E recomendou vivamente o Frango à Kiev, carro-chefe do restaurante, como uma boa pedida. Informou também que, caso me dispusesse a ir até lá, deveria fazer reserva com antecedência e informar a escolha do prato.

Correram os anos sem que me passasse pela cabeça subir a serra daquela cidade, para comer no D. Irene, casa de tradição na cozinha russa. Mas a recomendação nunca se apagou de minha memória.

Agora, no entanto, por ocasião da passagem do aniversário de outra amiga, Rosa Helena, já referida por mim em outra postagem, minha mulher e eu fomos convidados a dividir com ela, seu namorido e também meu amigo Rogério Barbosa, suas filhas Luzia e Cecília e as amigas Zezé, também minha conterrânea, e Jandira, um almoço no D. Irene, no último sábado.

Então saltou-me às papilas gustativas a lembrança da recomendação de Carla Telles para o Frango à Kiev. Sem mesmo saber do que se tratava e sem consultar minha mulher, encomendei o prato e partimos, no sábado, para o restaurante à hora marcada.

O restaurante fica numa casa antiga, muito bonita, no bairro Bom Retiro. Recebidos por uma garçonete, fomos encaminhados a uma sala com uma grande mesa redonda, que acomodou confortavelmente os oito comensais.

Em primeiro lugar, deve-se dizer que não se trata simplesmente de um almoço, mas de um “banquete russo”, com a casa diz, já que há uma sequência de comes e bebes de tirar qualquer um de regimes e cuidados com a balança.

Basta dizer que, de início, são servidos de entrada cerca de doze a quinze bocadinhos – zakuskis –, cada uma mais interessante que o outro. Vou destacar apenas alguns: arenque marinado, caviar de berinjela, pasta de berinjela, queijo, ovo cozido recheado com atum, caviar com torradas, canapé de tomate, algumas pastas, carpaccio de salmão.

A mesa servida com as entradas - zakuskis - do restaurante D. Irene.

Para este início, foi servida uma dose supergelada de vodka produzida pelo próprio restaurante.

Passada esta fase, foi servida uma sopa de beterraba – borscht –, acompanhada de pasteizinhos de carne à moda russa – pirozhkis.

A seguir vieram as entradas quentes: blini, abobrinha com creme de queijo, suflê de berinjela e asinhas de frango gratinadas.

E a comilança não parou aí. Vieram, então, os pratos principais, escolhidos de véspera: Frango à Kiev, Varénique, Podjarka e Caquille*.

Para que tudo não ficasse sem o fecho tradicional, o pantagruélico almoço foi encerrado com sobremesa e café. Eu, particularmente, fiquei com uma generosa rodela de abacaxi, encimada por um raminho de hortelã.

Uma atitude muito simpática a se destacar foi o fato de o restaurante aceitar servir o vinho que Rosa Helena levou para nós, o tinto alentejano Paulo Laureano 2008 Reserve DOC, sem cobrar a taxa de rolha, como é comum aos estabelecimentos congêneres.

E o melhor: a conta, embora não tenha sido simplesinha, não foi exagerada para o prazer de que desfrutamos, a tal da boa relação custo-benefício.

Saímos de lá mais do que satisfeitos e nos dirigimos à pousada para um merecido descanso.

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*Se quiserem maiores informações sobre os pratos e o serviço, consultem o sítio eletrônico do restaurante em http://www.donairene.com.br/.

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