TORRES AMEAÇADAS POR ENXURRADA DE DENÚNCIAS

Quanto mais se mexe na m*rda, mais ela fede, conforme reza a sabedoria popular. E é justamente o que está acontecendo com o caso do senador Demóstenes Torres.

Na verdade, não se está mexendo. A coisa já está feita e acabada. O que tem ocorrido é a divulgação em doses homeopáticas da fedentina exalada da privada que é a vida pública do senador por Goiás, paladino da ética (vou escrever com minúscula mesmo).

Dá vontade de rir e chorar ao mesmo tempo. Rir pelo desvelamento de todas as trapaças por trás daquela cara sisuda, metida a séria, que o senador carregava como um fardo pelos corredores da política brasileira. Chorar pelo nosso papel de eternos idiotas, de palhaços.

Estou chegando à conclusão de que, se o Criador mandasse aqueles arcanjos que foram negociar com Lot sua saída de Sodoma, para que escapasse da destruição total da cidade, com idêntica missão em nosso austero Congresso Nacional, talvez não salvassem tanta gente como fizeram em Sodoma: o próprio Lot, sua mulher (que, curiosa, foi transformada em uma estátua de sal e por lá foi deixada) e suas duas filhas. Portanto, quatro pessoas.

Agora fico pensando na expressão de espanto que alguns de seus pares demonstram diante das câmaras de tevê, ao terem conhecimento do que se revela acerca das relações do senador com o contraventor conterrâneo. Será que nenhum deles sabia ou desconfiava das ações do político em favor do caudaloso amigo? É o senador assim tão dissimulado, tão cínico, de não deixar transparecer seu verdadeiro papel naquela Casa?

Com toda a sinceridade, imagino que se faça muita vista grossa para as canalhices que lá rolam. Lá os macacos não sentam no próprio rabo, para falar do rabo do vizinho. Isto só se dá quando alguém de fora de seu meio aponta as falcatruas que lá ocorrem. Com eles, funciona o tal espírito de corpo, qualidade por que tanto se batia o sargento diretor do Tiro de Guerra lá da minha cidade natal, quando cumpria meu dever para com a Pátria. Era um valor positivo o tal esprit de corps. Neste caso específico, é acobertamento, é conivência. Talvez, cumplicidade.

Para quem se sente em casa em cachoeira, ser destruído por uma enxurrada de denúncias chega a ser irônico, não é mesmo, prezado leitor? Ele vai-se afogar em seu próprio meio.

Bem feito! Por muito menos, na Atenas antiga, expulsavam o cidadão da cidade por dez anos, através da pena que ficou conhecida na história como ostracismo.

É o que ele e outros mais aí merecem. Se houve algum crime, é cadeia mesmo!

Mas duvido muito que nossa vergonha na cara chegue a tanto.

Cachoeira (imagem em baixaqui.com.br)

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PS: A próxima bola é a ministra Ideli Salvati, e a história obscura e suspeita da compra de lanchas pelo Ministério da Pesca. É o próximo barco a afundar. Pelo que se vê, as catástrofes das águas ainda farão muitas vítimas. E, agora, só peixe grande morrendo afogado! Hahahaha!

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