O CICLISTA ATROPELADO

Como um Thor Batista apressado
Atropelei um ciclista
Que a pista atravessou inadvertidamente.
Vinha fumando em sua bicicleta distraído
E o peguei de frente.
Senti apenas que uma brisa
Com um gemido estranho
Feito cinza
Passou veloz pelo meu parabrisa.
E lá ficou estatelado na contramão
O pobre coitado
Mas quase sem avaria.
Saí do carro preocupado
Com o estrago que pudesse haver na lataria
Do meu possante importado
Que examinei por largo instante.
E como nada houve de mais grave
Fui até ele
Que entre tosses e renitente pigarro
Pediu que lhe pegasse o cigarro
Que caíra no asfalto do outro lado da rodovia.
Feito isto
Entrei no carro
Despreocupado
Feliz da vida
E dei a partida com um largo sorriso.
E cada um ficou com o seu prejuízo!

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