AINDA O CASO VALCKE

Vamos transformar a Copa do Mundo 2014 na copa do Valcke.

Tenho a impressão de que, como o episódio da Copa de 50 que ficou conhecido como maracanaço – a trágica derrota na final para o Uruguai -, o que ficará para os brasileiros, caso a Seleção fracasse dentro de casa, será o affair com o secretário da FIFA.

Parece briga de comadre, tantas são as picuinhas que vêm ocorrendo.

Para início de conversa – vamos combinar -, o homem foi infeliz, grosseiro e desrespeitoso com o que disse há algum tempo. Não se pode admitir que, publicamente, uma autoridade como ele se valha de expressões de cunho nitidamente popular – o tal “chute no traseiro” -, para se referir às autoridades de uma nação.

Conversando com amigos, que até tentavam justificar a frase de Valcke, dei como exemplo, em português, para indicar a localização de um país longínquo, que um representante de nosso governo dissese que “o Timor Leste fica lá no cu do conde”. E depois alegasse que o termo “cu” não tem aí o sentido referencial, primário, de “ânus”.

Ora, às autoridades exige-se o uso da modalidade formal da língua em seus discursos, e não outro, sob pena de erro linguístico, por inadequação.

Por isso, a celeuma gerada pela frase inadequada do boquirroto secretário.

Mas, porém, contudo, todavia, entretanto, está mais do que evidente que as obras estão atrasadas, as providências esperadas estão em passo de tartaruga, estamos demonstrando uma preguiça caymmíca exagerada, para o que urge. Se, como povo, isto é um atavismo folclórico, como governo é descabível.

E pode haver, por trás desse atraso todo, manobras escusas para que os espertalhões de sempre faturem ainda mais.

O Brasil está habituado às obras de igreja, que demoram séculos e, por vezes, não se completam. O próprio Maracanã, palco da final de 50, foi inaugurado incompleto. E permaneceu assim por décadas. Nem sei mesmo se o projeto inicial chegou a termo, em algum momento da sua existência.

Agora está ele ameaçado de não ficar pronto para a Copa das Confederações em 2013, espécie de test-drive para o evento maior do ano seguinte.

O que de concreto temos até o momento é a briga com Mr. Valcke, Jérôme, o boquirroto, posto para escanteio pelo Congresso nacional como interlocutor.

Para os senhores parlamentares brasileiros, Valcke que vá gastar seu latim – aliás, o seu argot – em outra freguesia. Não querem saber dele nem pintado por Monet!

E aproveite, que estamos calmos, Valcke!

Eh, Brasilzão lascado, sô!

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