UM CRIME, UM MODELO

Lá pela década de 60 do século passado, Charles Manson e seus seguidores obliterados entraram na mansão do diretor de cinema Roman Polanski, que lá não estava, e assassinaram brutalmente, num ritual demoníaco, a mulher do polonês e também atriz – diga-se de passagem, lindíssima atriz – Sharon Tate, grávida de nome meses, e mais quatro pessoas.

Em 1969, Mason foi condenado à prisão perpétua – a pena de morte tinha sido abolida temporariamente na Califórnia –, por um total de nove assassinatos, e mofa na cadeia até hoje.

Agora, aos 77 anos de idade, o psicopata metido a guia espiritual solicita pela décima terceira vez o direito a liberdade condicional.

Nas doze vezes anteriores, tal regalia lhe foi negada não só pela periculosidade que ele representa até hoje, mas por seu comportamento dentro da prisão.

Vi nos jornais a cara do homicida, com a mesma máscara brutal da época do crime que chocou a comunidade norte-americana, pelos requintes de crueldade e loucura.

E fiquei a imaginar se isso estivesse ocorrido no Brasil, com suas leis benevolentes e frouxas. O assassino já estaria há muito em liberdade.

Em princípio, porque aqui não há pena perpétua. O máximo que qualquer tipo de brutalidade contra a pessoa humana vale para nosso Código é apenas trinta anos de reclusão, com todos os direitos de progressão de pena, desde fingir bom comportamento (falsa conversão religiosa, por exemplo), trabalho, etc. Cumpridas algumas exigências, com um terço do pagamento de sua dívida para com a sociedade, e o prisioneiro ganha liberdade (condicional, prisão albergue…).

Aqui Charles Manson talvez já estivesse há muito desfrutando de liberdade e cometendo os mesmos crimes, como ocorre com vários de nossos condenados beneficiados por esse tipo de legislação.

Vi a foto do Manson nos jornais e tive pena de nossa legislação permissiva e frouxa.

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Manson matou nove pessoas nos anos 60, entre elas a atriz Sharon Tate<br />
Foto: AP

Imagem obtida em O Globo online.

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