VOU JOGAR NO BICHO

Hoje vou correndo fazer minha fezinha no jogo do bicho, baseado nos números fornecidos ontem pela Câmara dos Deputados.

Acompanhem meu raciocínio.

A Oposição conseguiu as assinaturas necessárias à instalação da CPI do Cachoeira. Aliás, depois de Belo Monte e da transposição das águas do São Francisco, Cachoeira é a maior polêmica hidráulica do país. Pois foram, até as 20h30 de ontem, 272 assinaturas a favor. 272 é centena do porco (grupo 18). O Governo, que está fazendo corpo mole, considera esses deputados espíritos de porco. Então jogarei no porco. Acho que o palpite está roncando no meu ouvido.

Mas, na matemática política, tal número ultrapassou em 101 (avestruz, grupo 1) o número necessário para a instalação da Comissão. Por este motivo, vou também apostar, pelo menos R$10,00, no avestruz. Nunca se sabe.

Continuando a conta, temos, assim, feito o cálculo da subtração do avestruz pelo porco, o número necessário a que se instale uma CPI: 171 assinaturas. Olha o porco (grupo 18) novamente aí, gente!

Imagem em bomdepauta.blogspot.com.

Vejam que é muito porco grunhindo em volta da cachoeira. Ora, bicho que está ligado a água é jacaré. Então também vou botar alguma grana no jacaré.

Elefante também é chegado a uma água, concordam? Então, vou reforçar algum no bicho de tromba.

Urso, se vocês considerarem o urso polar, por exemplo, também é afeito ao elemento líquido. Porei, pelo menos, R$5,00 no urso.

Mais tarde, a contagem geral chegou a 340 assinaturas de deputados (coelho, grupo 10), o que fez reunir Oposição, Situação e Dá Cá a Minha Palha, num conluio, desculpe, numa união inusitada na história da República Fedorentina do Brasil.

E assim fecharei o meu palpite:

– na cabeça: porco, com 272 e 171; e coelho, com 340 (R$20,00 em cada);

– avestruz, com 101 (R$10,00)

– jacaré (15), elefante (12) e urso (23) (R$5,00 em cada grupo).

Total da aposta: R$85,00.

Se ganhar, tenho a esperança em quebrar a banca. Caso contrário, eu é que estarei quebrado. E aí terei de fazer despacho em cachoeira, para me salvar da falência.

Vejam, caros leitores, como estamos sujeitos a essas turbulentas e barrosas águas de abril.

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