OS PROBLEMAS DE FUNCIONAMENTO DE APARELHOS GPS

Algumas criações da tecnologia, por mais modernas que sejam, não têm seu funcionamento garantido à perfeição. O GPS, por exemplo, é um deles, apesar de todas as loas que se tecem à ajuda que presta aos motoristas.

Taí um aparelhinho que foi inventado para resolver e que, às vezes, acaba por meter seu usuário em enrascada.

Há alguns anos, torcedores paulistas que vieram ao Rio de Janeiro para ver uma partida de seu time de futebol, ao tentar sair da cidade com a ajuda da traquitana, entraram favela adentro e foram metralhados pela bandidagem. Houve mortes entre os torcedores desorientados.

Já vi recomendações para não se comprar GPS no camelódromo da Uruguaiana, sob o risco de se desorientar mais do que se orientar. Dizem, inclusive, que a programação dos aparelhos ali vendidos é feita com todo o cuidado possível em Ciudad del Leste, no Paraguai.

Mas mesmo a máquina mais bem produzida, com o maior cuidado na programação dos mapas e dos roteiros, já constatei, não funciona perfeitamente.

Como ocorreu, por exemplo, há cerca de um mês com meu sobrinho, que ia à casa de meu filho na Barra da Tijuca, saindo de Niterói. Bem próximo de chegar ao local, o GPS deu uma indicação que o levou a se perder. A solução foi ligar para nós, que já havíamos chegado, para que encontrasse o caminho.

Por isso é que o blogueiro lusitano Alfredo Moreirinhas, ao narrar em seu belo blog (Travel with us) uma viagem à procura de parentes em Portugal, disse que, após o GPS não indicar a correta direção que buscava, resolveu usar o AJP – Abre a Janela e Pergunta. Aí não deu outra: rapidinho encontrou seu destino.

Da última vez que estive em São Paulo com minha mulher, fiz um pouco do roteiro indicado por meu filho que lá morou por um ano e tal.

Uma noite, resolvemos ir até um bar que nos recomendara vivamente: o Astor.

No ponto anexo ao hotel, tomamos o táxi e dissemos o endereço: Rua Delfina, 163, na Vila Madalena; Bar Astor. O motorista digitou no visor o nome da rua e não encontrou. Ele, então, pediu confirmação. Repeti tudo, que levara no bloco de notas do celular. Mais uma vez ele não encontrou o endereço e alegou não conhecer o bar. Resolveu, assim, chamar o colega que controlava o fluxo dos táxis naquele local e lhe perguntou pelo bar. Por sorte, o rapaz conhecia e deu as coordenadas.

Durante o trajeto, resolvi perguntar-lhe se o aparelho dera tilt. E ele garantiu que não, que era um aparelho de boa marca e novinho.

Estiquei o pescoço para examinar o bicho, durante uma parada no sinal vermelho e o taxista resolveu demonstrar novamente o seu funcionamento. Então digitou o nome da rua para eu ver: Deufina.

Aí, malandro, não há aparelho que funcione! Nem em português, nem em francês; nem aqui, nem no raio que o parta!

Para não perder o vezo de professor, disse-lhe que a palavra se escreve com L e não com U. Ele corrigiu a digitação e, milagrosamente, apareceu o trajeto que devíamos seguir.

Vê-se, assim, que além da programação bem feita do aparelho – que não pode ser paraguaia –, o usuário também tem de ser bem programado, com um ensino melhor, para, pelo menos, saber escrever corretamente o nome de uma rua, nem tão difícil assim.

Ou, senão, a traquitana não funciona, pô!

Moderno GPS de fabricação caseira (imagem em humorbabaca.com).

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Um comentário em “OS PROBLEMAS DE FUNCIONAMENTO DE APARELHOS GPS

  1. Saint-Clair Mello disse:

    O amigo lusitano Alfredo Moreirinhas, diretamente do Japão, enviou por e-mail este comentário, que reproduzo em vista da impossibilidade que ele teve.

    “Amigo Saint-Clair,

    Tentei lá escrever este comentário, mas não consegui:

    Sempre aqui vim ler o texto e não me arrependo!… Já dei umas boas risadas, com os nipónicos a olhar para mim, bem curiosos, sem perceber porque estou a rir!!!…

    Obrigado pela referência ao meu blog! Ainda sobre o GPS, desde que o tenho no meu Mercedes, nunca mais cheguei a horas a lado nenhum!!!…

    Abraço

    Alfredo
    Enviado do meu iPad

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