TSUNAMI ALVINEGRO NAUFRAGA BOTE VASCAÍNO

A bela gandula Fernanda Maia, em foto de Cleber Mendes publicada em lancenet.com.br.

Em primeiro lugar, vamos combinar que o Vasco entrou no Engenhão de bote, e não com a sua tradicional nau portuguesa de velas enfunadas. Era tão somente um prosaico bote movido a remo, por um grupo que nem condenado às galés perpétuas estava. Portanto trabalhava de boa vontade e não na base do cacete, como ocorria com os condenados de antanho. Jogava a soldo alto, salários brilhantes.

Acontece que o Botafogo entrou em ritmo de tsunami, de catástrofe natural. E o que se viu, logo no início do jogo, foi um vagalhão partir para cima da defesa cruzmaltina, que assistiu à jogada toda, sem incomodar de forma mais acintosa qualquer jogador do nosso time. Loco Abreu, por exemplo, parecia convidado de honra em sala de visitas: estava soberano na pequena área, para completar o passe de Márcio Azevedo.

Colocar a culpa, ou o mérito, na linda gandula Fernanda Maia*, por este primeiro gol, é tentar explicação espírita para um lance que pareceu ensaiado à exaustão pelo elenco durante os treinamentos. Como, aliás, ficou parecendo também o segundo gol do jogo, novamente Loco Abreu recebendo passe de cabeça de Fábio Ferreira, em cobrança de falta milimétrica de Elkeson.

O terceiro gol seguiu no mesmo figurino. Numa cobrança de falta que deve ter sido ensaiadíssima, Antônio Carlos colocou no peito de Maicosuel, que escapava pela esquerda, uma bola de cerca de quarenta metros de distância. O Mago suavemente recebeu a redonda em seu regaço – como diriam os românticos – e a conduziu amorosamente às redes de Fernando Prass, que foi enganado antes por uma negaça de corpo, típica da ginga carioca.

E mais poderíamos ter feito, porque, mesmo com a estatística de maior posse de bola para o time de São Janu, quem comandou o espetáculo foi o Alvinegro de General Severiano. Tivemos, por exemplo, um Felyppe Gabriel talentoso e irrepreensível, coadjuvado por Marcelo Mattos, que voltou à sua eficiência inicial. Márcio Azevedo deve ter jogado sua melhor partida com a nossa camisa. Até Fábio Ferreira teve uma excelente atuação. Assim, com um conjunto azeitado e com destaques individuais, fizemos um jogo consistente e avassalador.

Em nenhum momento tivemos a sensação de que o bote vascaíno pudesse transformar-se naquela nau vistosa de antes. Ele permaneceu um botezinho – na segunda etapa, inflável –, que, aos poucos, foi perdendo o ar e, apesar do gol de honra (que é uma das coisas mais desonrosas no futebol), em momento nenhum, ameaçou a aportar em praia firme, em porto seguro.

O tsunami alvinegro foi devastador!

 Imagem em mundobotafogo.blogspot.com (do amigo Rui Moura).

(Para confirmar a beleza da menina, é só ir ao Google procurar por imagens dela. Ai, ai!).

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2 comentários em “TSUNAMI ALVINEGRO NAUFRAGA BOTE VASCAÍNO

  1. Agora é naufargar os GAYrreiros do Flor! Fogooooooooooooooooooooo!!!

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