O QUE FALTA PARA A COPA DE 2014

Vi no Facebook, postado por meu amigo Fabrício Gomes, a relação das coisas que faltam para a Copa do Mundo da FIFA, a ser realizada no Brasil em 2014. Isto se o Congresso brasileiro não resolver adiar, como faz costumeiramente com matérias importantes em pauta.

A relação, sobre ser verdadeira em seus itens, é hilária em suas entrelinhas. Veja-a a seguir:

“CONTAGEM REGRESSIVA PARA A COPA DE 2014…

Faltam 3 anos,
12 estádios,
1 seleção,
… 1 técnico,
30 hotéis,
14 aeroportos,
120.000 km de rodovias,
2.000 km de metrô,
6 trens-bala,
115 favelas pacificadas,
33.000 soldados preparados,
2.000 restaurantes e
150.000 motoristas de taxi falando inglês.

Sejamos otimistas, falta pouco!”

O autor foi ironicamente inteligente. Criticou sem lançar nenhum juízo pessoal que pudesse ser usado contra ele, nas barras de um tribunal.

De meu lado, não tenho lá tal isenção, ou esperteza, e lhe digo, caro leitor, que estamos prestes a realizar uma grande lambança em 2014.

Mas será bom para a FIFA aprender com quem se mete.

Durante os preparativos para a Copa da África do Sul, correu na grande imprensa que, no futuro, ficaria praticamente impossível aos países do Terceiro Mundo e em vias de desenvolvimento realizarem tal evento, pelos gastos nele envolvidos. Só a Europa estaria apta para tanto. A rica Europa!

Agora o Velho Continente passa por sérias dificuldades – está vendendo o almoço, para comprar a janta –, das quais levará anos, talvez décadas, para se livrar, e muito provavelmente não terá como organizar o torneio de futebol quadrienal.

Tomara que eu esteja enganado e que o evento seja grandioso.

Para refrescar nossa memória, deve-se dizer que uma das razões da quebradeira da Grécia foi a montoeira de dinheiro gasto, e naturalmente desviado, nas obras para as Olimpíadas de Atenas.

Mas a FIFA é uma organização esperta, dirigida por homens ainda mais espertos, que tem na Copa a sua maior fonte de recursos. Ela “elege” um país (Não entremos no mérito da lisura da escolha.), impõe uma carga exagerada de providências e de obras, fica como uma sarna em cima, para depois faturar sua grana limpinha e suave, e voltar para a Suíça, onde depositará o lucro auferido.

Depois talvez possamos, com mais calma, pensar na saúde, na educação, na infraestrutura, na erradicação da pobreza, na punição severa aos corruptos, na moralização da Justiça e da Polícia, no arrependimento sincero dos religiosos televisivos que vivem tirando dinheiro de incautos, na honestidade de nossos árbitros de futebol, na correta aplicação da grana do Pré-Sal, na inocência de nossos políticos, na resolução definitiva dos problemas decorrentes da seca, das enchentes e na supressão da lixaria sonora que entope nossos ouvidos de norte a sul, de leste a oeste do dial de nossos aparelhos de rádio e de tevê.

Imagem em futebolbaiano.com.

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