SÓ UM TAPINHA NÃO DÓI!

Como brasileiro, fiquei todo feliz ao ver a paz selada entre as autoridades brasileiras e a alta e suspeita direção da FIFA, ontem em Genebra, na Suíça, pelo imbróglio em torno das providências para a Copa de 2014.

Temos de reconhecer que a Suíça, o maior produtor de chocolate do mundo, sem ter um único pé de cacau plantado, tem em seu cartel, talvez devido à sua histórica neutralidade, a capacidade de promover armistícios, selar acordos, costurar conluios, alinhavar conchavos.

E o nosso ministro comunista do bigode preto, Aldo Rebelo, ex-extrema direita do time Asseclas de Marx, estava todo feliz ao rever seu reconciliado amigo, o boquirroto Jérome Valck, com quem trocou um abraço apertado, um suspiro dobrado, um amor sem fim. Comunistas e capitalistas em franca confraternização. Que bonito!

Jérome, como boêmio arrependido, reconheceu a impropriedade do “chute no traseiro” e garantiu que, doravante, “só um tapinha não dói”. Et voilà!

Aldo teve ganas de cantar aquele velho samba-canção, A volta do boêmio, mas refugou na hora agá, porque estava assaz emocionado e não quis verter lágrimas em rede internacional de tevê. Foi melhor assim!

A delegação brasileira, numa alegria sem fim (Aliás, temos observado como nossas autoridades se soltam, quando vão ao exterior. Estão aí Sua Excelência, o Governador do RJ, e sua histriônica comitiva em Paris, que não me deixam mentir. Apenas duvidar!), trocou sorrisos, afagos e uma bolinha muito mal batida ao fim da reconciliação. Blatter tentou uma cabeçada que mais pareceu uma arremetida de touro na festa de San Fermin.

De toda a comitiva, reparei bem, só Bebeto continua com sua figura esbelta e esguia desde os tempos de jogador. Já Ronaldo Fenômeno Nazário continua redondo como sempre. Todos os regimes – socialista, comunista, fascista, capitalista e integralista – não conseguiram amenizar um pouco a circunferência que o circunda, para ficar numa expressão redundante que faça jus à figura do Gorducho. Para conseguir emagrecer, ele tem de se submeter a um regime rigoroso: o regime fiscal brasileiro. Fora disso, tudo serão amenidades.

Agora minha esperança em ver a Copa ser realizada na data marcada, sem postergação, sem adiamento, em 2014, com tudo em cima, ficou renovada.

E viva nossa amada pátria de chuteiras e nossos representantes legais que perdoam, sem nenhum rancor!

Imagem em brunojpteixeira.blogspot.com.

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