SE DERAM MAL

Esta crônica começa com uma colocação popular do pronome átono, bem ao gosto de nossa fala brasileira, para falar de um problema nem tão popular assim, mas que atinge diretamente, sobretudo, os habitantes do Rio de Janeiro e do Espírito Santo.

Reuniram-se milhares de prefeitos de várias cidades do Brasil, na capital da república, para um encontro com a presidente Dilma, com foco nos royalties do petróleo.

Ora, uma reunião de pessoas deste tamanho não vai só para reivindicar. Vai para pressionar. Para reivindicar, bastaria que fosse o presidente da associação que representa os prefeitos do país. Marcaria ele uma reunião com a Presidente e levaria lá sua pauta de reivindicações, para discussão.

Contudo, esses milhares de prefeitos e suas reivindicações se deram mal. Pegaram a Presidente num daqueles dias, talvez com a tal TPM, e acabaram levando um esporro público em rede nacional.

É que a reivindicação extrapola para a intenção de se romperem contratos anteriores. Não se faz política administrativa com quebra de acordos. Isto é coisa de ditaduras!

E, não satisfeita em passar uma descompostura geral na plateia, foi até o presidente da associação e, dedo em riste, passou-lhe uma descompostura de caráter pessoal e intransferível. Só não meteu o fura-bolo no nariz do cara, porque ele é bem maior que ela e o dedo não chegou até lá.

Bem feito para eles!

Acho que a Presidente Dilma é, na verdade, o primeiro mandatário do país que tem “aquilo roxo”, como apregoava aquele ex-presidente cassado, cujo nome não expressarei aqui, para não emporcalhar esta postagem.

Portanto o bando de prefeitos encontrou uma Presidente com “aquilo roxo” e – penso – com TPM, o que dá uma mistura altamente explosiva, aparentada de TNT.

Aí, deu no que deu!

No entanto, ficou ainda mais feio para aquele grupo de políticos, reduzidos a turma de alunos de escola pegos em flagrante delito, a vaia que deram na Presidente. Demonstraram que são também mal educados.

Político não pode vaiar político. Isto é coisa de eleitor, que tem todo o direito a expressar sua desaprovação desta maneira. Político é feito para discutir, negociar, acomodar, aliar-se, apoiar ou opor-se. Nunca vaiar. Ainda mais quando se trata do presidente da nação. Principalmente quando, nesse cargo, está uma mulher. E, além de tudo, uma mulher Presidente que honra acordos previamente firmados.

Foram, assim, grosseiros e deselegantes duplamente, o que demonstra terem merecido o esporro público por que passaram.

E os fluminenses e capixabas aplaudem de cada casa, de cada rua, de cada empresa, a posição clara, firme e determinada da Presidente Dilma.

O líder dos prefeitos levando descompostura da líder do país (imagem em blogdomagno.com.br).

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