RIO+20: VAMOS ACABAR DANÇANDO!

Tenho acompanhado porcamente as notícias sobre a Rio+20. Assim como os líderes dos EUA, da China, da Alemanha, da Inglaterra. Não estou muito aí. Eles também, não.

Contudo tenho sido informado amiúde sobre o andamento da coisa, bem mais que Barak Obama ou Angela Merkel, por exemplo. Tenho certeza de que se eles fossem convidados para um churrasco, uma feijoada, uma buchada de bode, estariam aqui num piscar de olhos. Mas o assunto é sério. É o futuro do planeta que está em jogo. E para isto eles não dão pelota!

Sei, por exemplo, que há um bando de gente engravatada, de terno escuro, trabalhando no Riocentro, sob os auspícios da ONU e de seus governos, tentando alinhavar um acordo que nos tire do poço sem fundo em que o planeta entrará daqui a cinquenta anos, se tanto.

Há dois anos, esses grupos desenvolvem esforços em seus países, para que a finalização do trabalho ocorra aqui no Rio de Janeiro. E, pelo que parece, não chegarão a acordo nenhum, tantos são os interesses econômicos envolvidos na questão do desenvolvimento sustentável.

Há, também, um outro bando formado por um sem número de pessoas multicoloridas vindas de vários países, que dizem ter muitos recados e sugestões a dar para os líderes mundiais que vierem para assinar o acordo final do encontro. Esses constituem a Cúpula dos Povos.

O nome é bonito, imponente. Porém seus membros começaram a sofrer logo na chegada ao Rio, porque muitos foram alojados em CIEPs, já que não dispunham de grana para pagar os altos preços cobrados por nossa indústria hoteleira, extremamente consciente da importância do evento. Normalmente quem se hospeda em CIEP é flagelado de enchente, desabrigado de calamidade pública. O povo, enfim!

E, enquanto a mídia nos mostra flashes do primeiro grupo trabalhando, movimentando-se nos salões do Riocentro como se estivessem procurando a salvação do planeta; do segundo grupo, sempre que noticiam, é com gente dançando, cantando, tocando uns tambores esquisitos, pulando feito alucinados.

Parece que os problemas futuros só atingirão o pessoal do primeiro grupo. O do segundo grupo está sempre feliz e dançando.

E, por isso, vai continuar dançando como sempre!

Foto de Marcello Casal Jr./ABr (em agenciabrasil.ebc.com.br).

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