QUEM VIU O PROGRAMA DO BIAL?

Devo informar aos meus amigos leitores que não irei ver o programa do Bial. Já não vejo o BBB, que até reputo menos ruim. Neste, pelo menos, há sempre belas mulheres em trajes miúdos, em cenas tórridas, em situações ai-ai-ui-ui, como diria Paulo Silvino. E eu tenho cá meu lado voyeur, se é que me entendem: não estou fazendo nada mesmo, que me custa olhar?

É que, não sei por que, tenho certa resistência a entrevistas. E um programa com um monte de entrevistas, então, é um programa meio intragável para a minha má vontade.

O programa da Fátima nunca vi, embora a tevê, por vezes, esteja ligada justamente nele. Passo pela sala e, de rabo de olho, sinto mal com o formato, com a cara de sem graça dela.

Nem sempre as pessoas podem dar conta de recados que se atribuem. É o que acho de Fátima, que era uma excelente apresentadora do Jornal Nacional. Mas o formato do programa dela é chato. Até li que os telespectadores estão com saudades do Bob Esponja. Eu, por exemplo, já vi alguns episódios do Esponja e dei boas gargalhadas. É um desenho inteligente. Não sei se o programa dela chega a esse nível.

O Bial tem – ou teria – a seu favor certo brilho intelectual, o fato de ser poeta, escritor. Nem tudo isso pode ser carreado para o programa.

Imagem em raipes.com.

Vou aproveitar a ensancha oportunosa também para dizer que a ação entre amigos da Globo está exagerando um pouco com o Thiaguinho, né não?

Foi só o rapaz começar a namorar a Fernanda Souza, atriz da casa, para aparecer como uma enchente avassaladora em toda a grade de programação.

Vou ser sincero: já estou de saco cheio do Thiaguinho. Depois, a música dele é ruim pra caramba. A voz é chata. Só porque está pegando a Fernanda, eu é que pago o pato. Estou fora!

Não basta a profusão de sertanejo, sambanejo, sambabrega, tecnobrega? O Brasil produz um número imenso de bons artistas, que não estão tendo espaço na mídia. Estou quase apostando que há um jabá forte para nos empurrar goela abaixo essa xaropada musical de baixa categoria.

E, no gancho da espinafração, aproveito também para dizer que não vejo programa sanguinário, tão ao gosto dos jovens (meu filho, por exemplo, gosta à beça). Assim fico a salvo da gritaria do Galvão Bueno, que sei por outros meios.

Aliás, Galvão Bueno também é outro!

Pelamordedeus!

Acho que estou ficando velho e chato, mas tenho a impressão de que não perdi o bom gosto completamente.

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