O QUE O BRASIL VÊ TANTO EM HUGO CHÁVEZ?

Esta história envolvendo a suspensão do Paraguai e a admissão da Venezuela no Mercosul não está muito bem explicada.

Agora, segundo noticiou O Globo online, vem o chanceler uruguaio, Luis Almagro, dizer que o Uruguai foi para a última reunião da entidade com a disposição de vetar a entrada da Venezuela, por não entender que ela fosse legal. No entanto, em encontro privado com as presidentes do Brasil e da Argentina, o presidente uruguaio acabou cedendo à iniciativa brasileira.

Ontem, nosso chanceler, Antonio Patriota, defendeu a entrada da Venezuela no Mercosul, em depoimento na Comissão de Relações Exteriores do Senado. E chegou a dizer, para justificar a medida contra o Paraguai, que “A suspensão do Paraguai do Mercosul e da Unasul mostrou que a região não tolera desvios que comprometam a plena vigência da democracia no continente” (Veja online).

Será que nossas autoridades julgam que haja democracia na Venezuela?

Na verdade, pensa-se que o caudilhismo seja uma manifestação de esquerdismo. Nossos caudilhos, todos eles sem exceção, têm um verniz popularesco que é confundido com a ideologia da esquerda. Portanto, uma esquerda equivocada.

O que tem Chávez de tão carismático para seduzir assim nosso governo, para que se lhe dê tanto respaldo?

A Venezuela, por exemplo, participa da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, em sociedade com a Petrobras, mas – pelo que sei até o momento – nunca pôs um tostão lá. No final do ano passado, após sete anos, é que ela indicou que entraria com aporte financeiro.

É para se dar crédito assim ao governo bolivariano de Hugo Chávzs?

Pelo que se deduz, então, da declaração do ministro Luis Almagro, é que a Venezuela foi empurrada goela abaixo do Uruguai, após o Paraguai ser posto de castigo, como menino que faz travessura durante a aula.

Lembram-se da história da destituição do presidente de Honduras Manuel Zelaya? Levantaram-se vozes; o Brasil deu o maior apoio, inclusive mantendo-o em nossa embaixada naquele país, na tentativa de o apoiar em sua volta ao poder; as Nações Unidas chiaram; mas ao final se reconheceu que a constituição hondurenha foi aplicada integralmente. No caso, Zelaya é que era o golpista, pois estaria tentando alterar a carta magna do país, a fim de se perpetuar no poder, para seguir o modelo adotado por Chávez na Venezuela.

Por isso é que penso que o Brasil dá mais um passo em falso, em sua política externa, com este tipo de manobra. Daqui mais algum tempo terá de engolir o novo governo paraguaio, como toda a comunidade internacional digeriu o problema de Honduras.

Afinal, qual é o borogodó de Hugo Chávez?

Imagem em portalmaritmo.com.

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