O BOTAFOGO SÓ ME DEU PRAZER

Não consegui ver, nem ouvir, o primeiro tempo do jogo entre o Botafogo e aquele clube rubro-negro do Planalto Central, realizado ontem à noite. Foi melhor assim!

Pelo que soube dos comentários, foi realmente melhor não tê-lo visto, pois não jogamos nada.

Há coisas que os deuses do futebol nos privam de sofrer. Talvez tenha acontecido isto comigo. Resolveram poupar-me de um sofrimento inglório, já que nossa vitória estava programada para os quarenta e cinco minutos finais. Julgaram melhor evitar maiores catástrofes para meu sensível sistema nervoso.

No segundo tempo, contudo, fui testemunha ocular do belíssimo gol do Seedorf, que simplesmente colocou, como de mão, a redonda no canto esquerdo do goleiro, que me pareceu a esposa de Lot, naquela trágica história de Sodoma e Gomorra. Lembram-se? Ele ficou petrificado. E Sodoma e Gomorra acabaram destruídas, como ocorreu com o time goiano.

E dominamos praticamente toda a segunda etapa. Ao Atlético restou a tentativa de se defender e, após o gol da virada, buscar o empate que lhe daria um alívio enganoso na parte inferior da tabela do Brasileirão.

Salve o Botafogo, o único time bipolar que conheço. Assim como sua torcida: na derrota, o inferno; na vitória, o paraíso.

Imagem em lancenet.com.br.

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