EIS O SEU CANDIDATO: BIXA MUDA

Não sou chegado a campanhas cívicas, nem a conselhos, assim como também a atitudes altruístas ou a proselitismos de qualquer espécie. É que não gosto de incomodar ninguém. Depois, também, cada um sabe onde lhe aperta o calo. E, como diz aquele sábio provérbio nordestino, sapo pula por precisão e não, por beleza.

Mas vou iniciar (Sempre, nessas oportunidades, quis usar o verbo encetar, mas – vamos combinar – ele é meio pornográfico!) uma campanha cívico-eleitoral.

Aliás, o que lhes vou trazer aqui não é novidade, visto que já tenho comentado com uns e outros alhures e algures.

Todos nós que somos eleitores compulsórios – a lei nos obriga a exercer o direito ao voto -, ao nos dirigir às sessões eleitorais, somos identificados numa listagem oficial do Tribunal Regional Eleitoral, em que estão registrados nossos nomes completos. Além disso, os mesários nos exigem documentos comprobatórios da nossa identidade e da nossa condição de eleitores regularmente inscritos e em dia com a obrigação-direito de votar.

E, tão logo a exercemos, pode ser que sejamos impelidos a comparecer a um segundo turno, já que, em um só, a democracia não ficou satisfeita com nosso desempenho. Como se tivéssemos ficado em segunda época, em verificação suplementar, lá o que seja!

Um pouco depois, somos convocados também a comprovar, junto ao órgão que paga nossos salários, vencimentos, proventos e pensões, que estivemos lá a cumprir nosso dever-direito, sob pena de ter o pagamento de tais benefícios suspenso.

Se não comprovamos isto também na Polícia Federal, não obtemos passaporte.

Caso estivermos em débito com a justiça eleitoral, também não poderemos assumir nenhum cargo público.

Vejam, meus companheiros eleitores, com é grave, do ponto de vista da cidadania, este nosso direito-dever de, a cada dois anos, escolher alguns conterrâneos – alguns iguais, outros melhores e um bando de piores que nós – que dirigirão nosso destino por mais um período quadrienal.

E quando chegamos lá, no sacrossanto momento de – sozinhos conosco mesmos e com nossa consciência cívica estimulada por campanhas massivas do TSE – meter o dedo no teclado da urna eletrônica, tão vangloriada pelas autoridades como um moderno instrumento da construção da política nacional, temos o nosso alvitre de eleitores submetido a uma vexatória lista de nomes, ou pior, de apelidos, de cognomes, de alcunhas de um sem-número de candidatos aos mais diversos cargos, de desmerecer escalação de time de várzea ou a lista de frequentadores da antiga guaxa de Bom Jesus do Itabapoana.

Para demonstrar o que digo, eis alguns que obtive por pesquisa na Grande Rede: Bixa Muda (Pedra Branca/CE), Seu Madruga da Cotia (Jaguapitã/PR), Fabety Boca de Motor (Salvador/BA), Homem Picanha (São Vicente/SP), Geraldo Wolverine (Piracicaba/SP), Xibiu (São Paulo/SP), Banha do Tabuleiro (Juazeiro/BA), Franklin Papai Noel (Ribeirão Preto/SP), Pai Gay, Furúnculo Maligno e Cobra (Recife/PE), Wescley Cueca (Timóteo/MG), Mulher Perereca (Caratinga/MG), Pulga do Celular (Bezerros/PE), É Kiko e Lelei do Maruí (Niterói/RJ), Billaw (Jequié/BA), Luiz Meladinho (Ribeirão Preto/SP), Boca Pelada e Mulinha do PTB (Barra de São Francisco/RJ), Capivara, Foca e Boi da Celga (Americana/SP), Lu da Funerária, Neide do Feno e Professor Bi (Santa Bárbara do Oeste/SP), Bodão, Cachorro, Touro, Tudinha, Fubá e Chumbrega (Nova Odessa/SP), Zezinho do Muito Ruim e Simplesmente Cida (Fabriciano/MG), Peixe Podre (Telha/SE), Wilson do Saco Torto (Malhador/SE), Ramiro Burro Fujão (Cruzília/MG), Chulé (Guaraçaí/SP), e outros tantos por este país sem-vergonha afora.

A minha proposta é: Já que a Justiça Eleitoral brasileira não tem o zelo pela seriedade das eleições, a começar por exigir que os candidatos se apresentem como cidadãos e não como palhaços e “debochistas militantes”, como diria Odorico Paraguaçu, concito meus amigos leitores e concidadãos responsáveis e envergonhados, que ainda têm a intenção de não anular seu voto a SÓ VOTAR EM CANDIDATO QUE SE APRESENTE COM O SEU NOME DE REGISTRO CIVIL. Via de consequência: NÃO VOTAR EM CANDIDATO QUE SE APRESENTE SOB QUALQUER TIPO DE APELIDO, AINDA QUE RECONHECIDO E USUAL.

Se tais candidatos são palhaços e debochados, nós não somos e estamos envergonhados com tudo o que vem ocorrendo na política nacional, desde a roubalheira desenfreada, até o escárnio de comportamento de vários deles, bem como o uso de nomes estapafúrdios e de péssimo gosto.

VAMOS COMEÇAR A USAR A FICHA LIMPA TAMBÉM NOS NOMES DOS CANDIDATOS.

(Aí abaixo o exemplo, colhido em colunistas.ig.com.br/obutecodanet).

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