DIGA O RECORRENTE, EM TERMOS!

No excelso sodalício
No contubérnio superno
Sou querelante de ofício
Não postergo ou tergiverso
Sou um pouco apriorístico
Quando ex-adverso.

Na peça vestibular
Atravesso alegações
Contesto os estipêndios
Levanto outras questões
Com tréplica arrematada
Em grandes perorações.

Meu direito é cristalino
Arengo fluentemente
O recorrido sou eu
O outro o recorrente
Que apelou ao supremo
A destempo certamente.

Inobstante a falácia
Subjaz aos elementos
Da peça primordial
Carente de fundamentos
A razão meridiana
Que sustente os argumentos.

Destarte este meu pleito
Desceu para diligência
Voltou à vara de origem
Para nova audiência
Tendo sido examinada
Se houve inadimplência.

Padecendo sucumbência
Tansitando em julgado
Sem súmula vinculante
Ou juízo deprecado
Arguiu-se o impedimento
O caso foi arquivado.

Procrastinou-se o despacho
De uma matéria cediça
Sub judice ficou
Minha razão mais castiça
Quando há mora infundada
Não se instaura a justiça.

Imagem sinpojud.org.br.

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