POR QUE ME UFANO DO MEU PAÍS II

A Cruz Vermelha Brasileira, uma instituição de caráter internacional que aqui se estabeleceu em 1907, por iniciativa do Dr. Joaquim de Oliveira Botelho, ameaça fechar suas portas no país, encalacrada em dívidas e demais passivos, sobretudo pela desconfiança de uns ativos muito espertos que meteram a mão na sua grana e no seu patrimônio.

Enquanto a entidade, desde sua fundação, esteve presente no socorro às mais diversas ocorrências de cunho catastrófico ou filantrópico, agora está necessitando socorro, a fim de ver se se salva da incúria e/ou da ladroagem tipicamente características de nossa gente inzoneira, incapaz de se sensibilizar com coisa pouca.

Talvez seja o mesmo que tenha ocorrido com diversas instituições filantrópicas por este país afora, de escolas a hospitais. E lembro-me, por isso, de casos como o do Centro Educacional de Niterói, uma escola de excelência da cidade que perdeu toda sua pujança e prestígio, envolvida em um sem-número de ocorrências de caráter administrativo e trabalhista. Ou dos hospitais Santa Cruz, também de Niterói, e São Vicente de Paula, de minha Bom Jesus do Itabapoana, geridos por esse tipo de entidade, sem dono, que fica à mercê dos espertalhões de sempre.

E vejam que não estou fazendo referências aos larápios que assaltam o dinheiro público, uma praga que, a cada dia, mais aumenta e está presente praticamente em todos os rincões da pátria.

Há alguns anos, li notícia de que o dono de uma empresa de transporte de carga, que ganhara a concorrência pública para a distribuição nacional do material escolar do MEC, simplesmente mandou picotar milhões de livros e vender como papel velho, em vez de entregá-los às crianças nas mais recônditas escolas brasileiras. Não sei o que lhe aconteceu, pois não vi mais notícias sobre o ocorrido. Mas é o típico caso de pessoa a merecer uma punição severíssima, pois praticou um crime, ao meu ponto de vista, mais que hediondo.

E lá iremos nós, a cada volta da folhinha, especializando-nos nas mais diversas falcatruas e rapinagens, sem o mínimo vislumbre de que isto, um dia, possa dar punição das grandes, porque nossas leis são assim mesmo: tolerantes até a medula da letra fria com esses canalhas que nos revoltam.

Agora, para voltar ao assunto do dia, o julgamento do Mensalão, esperamos que isto comece a ter a punição devida, ou daqui mais uns anos o Brasil será apenas um valhacouto de gente sem nenhum caráter.

E tenho muito receio do país em que nossos netos viverão.

Imagem em carnavaleartedobrasil.zip.net.

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