POR ENQUANTO CONTINUAMOS POBRES

Ontem pela manhã, fui ao supermercado e estacionei o carro na vaga para idosos (Estou usufruindo deste direito, ainda não muito confortavelmente.).

Algumas vagas à esquerda de onde parei, estacionou o carro, no local destinado a cadeirante, uma mulher jovem, cabelos louros curtos, e cadeiruda, na flor de suas formas roliças. Quis fotografar para depois colocá-la em bocas de Matilde no Facebook, mas fiquei constrangido. Faço depois, ao voltar, pensei.

Quando retornei, na mesma vaga já estava outra jovem mulher, colocando no carro as compras já feitas.

Manobrei o carrinho do mercado como um James Bond tupiniquim, preparando o celular para fotografar. Não foi uma, vai outra, e vou pegá-la desprevenida, pensei novamente.

Ao me virar, a mulher já se dirigia ao assento do motorista, e mancava. Fiquei novamente constrangido. Ela seguramente não era deficiente. Mancava, apenas. Como às vezes me ocorre, por causa do joelho um tanto estropiado. E também a minha coluna anda aprontando comigo.

Fiquei sem a foto, mas está aqui o registro verbal.

Enquanto houver pessoas que assim se comportem, este não será um país desenvolvido. Pode até chegar a ser rico. Mas será pobre de espírito e de cidadania.

O que é tão ou mais danoso que outras formas materiais de pobreza!

Colhido em bestidiomaspg.com.br.

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