VOCÊ JÁ OUVIU O CD DO CELSO ADOLFO?

Capa do cd Estrada Real de Villa Rica, de Celso Adolfo.

Comprei, há alguns dias, e só ouvi no sábado o cd Estrada Real de Villa Rica, de Celso Adolfo (patrocinado por Minas Brasil, CEMIG e Governo de Minas). Talvez a grande maioria não conheça Celso Adolfo, esse mineiro que já deve estar beirando os cinquenta – por aí.

A primeira música – e talvez a única que dele tenha ouvido – foi gravada por Elba Ramalho, em 1984, no disco Do jeito que a gente gosta (Barclay): Azedo e mascavo, que, à época, chamou minha atenção pela beleza da melodia e a construção da letra. E jamais saiu de minha memória como uma das mais belas que já ouvi.

Pois agora recentemente encontrei na Arlequim, no Passo Imperial, o Estrada Real, que é de 2008. E pensei cá comigo: quem fez Azedo e mascavo não há de fazer porcaria. E acertei em cheio!

Celso Adolfo, segundo apurei, está desde a década de 80 batalhando sua música. E é uma pena que não eu tenha conhecido nada mais dele. Pois Estrada Real é um belíssimo cd conceitual, com melodias, letras, instrumental e arranjos muito bem elaborados, além de um capricho gráfico – a partir da capa (em papelão) e do encarte muito bem produzido – dificilmente visto por esses tempos de pobreza da indústria fonográfica.

Para você que está cansado da mesmice de mau gosto musical que os meios de comunicação jogam em nossos ouvidos como uma avalanche, o disco de Celso Adolfo, pode ter certeza, será um oásis sonoro, em suas dezoito faixas, em que até mesmo uma modinha anônima do século XIX recebeu letra do músico mineiro.

Grata surpresa este Estrada Real de Villa Rica. O que prova que ainda há muita arte e bom-gosto escondidos por aí, a despeito da imbecilidade a que estamos submetidos.

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CELSO ADOLFO, Estrada Real de Villa Rica, 2008. Faixas: 1. Barcarola lusitana (C. Adolfo); 2. Estrada Real de Villa Rica (C. Adolfo); 3. Canoa do Guaicuí (C. Adolfo/Angelo Oswaldo); 4. Batuque (C. Adolfo/Álvaro Apocalipse); 5. Fumo Picado (C. Picado); 6. Terras Altas da Mantiqueira (C. Adolfo); 7. Caminho novo (C. Adolfo); 8. Caminho velho (C. Adolfo/Juarez Moreira); 9. Catopé (C. Adolfo/Iuri Popoff); 10. A tropa (C. Adolfo/Leo Minax); 11. No Caraça (C. Adolfo/Leo Minax); 12. Batuque de Catas Altas (C. Adolfo); 13. No meio da viagem (C. Adolfo); 14. Estalagem (C. Adolfo/); 15. Cego de amor (modinha do séc. XIX/letra de C. Adolfo); 16. Remanso de rio largo (C. Adolfo); 17. Folia na estrada (C. Adolfo/Iuri Popoff); 18. Serrano (C. Adolfo).

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