EMPATE APÓS O TEMPO REGULAMENTAR

Em Bom Jesus do Itabapoana, Alceste Sá Viana, de tradicional família de proprietários rurais, era, além de fazendeiro, torcedor ardoroso do Olímpico Fubebol Clube, que tinha no Ordem e Progresso, da vizinha Bom Jesus do Norte, do outro lado do rio, seu maior rival.

Jogo entre os dois times era caso de segurança pública na cidade, nos idos de 60.

Na partida daquele domingo, o Progresso, forma diminuta como era nomeado o clube capixaba, aplicou um sacode no Olímpico de 4×1.

Alguns torcedores do Progresso estavam reunidos à noite, depois do jogo, em comemoração, no bar do Zé Cabeça, que escreveu num espelho no alto da parede o desmoralizante placar.

Alceste estava, então, passando diante do bar, que ele mesmo frequentava, já que era amigo do proprietário. Porém não gostou do que viu gravado em tinta branca no espelho.

Sacou o revólver e deu três tiros no espelho, por cima da cabeça dos frequentadores, e gritou:

– Tá empatado o jogo: 4×4!

Sem mais nada a declarar, seguiu seu caminho calmamente.

Imagem em dvdcalifornia.com.br.

 

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