IMPLICÂNCIAS

 

Imagem em apenaspublicidade.com.br.

As implicâncias são pulsões naturais do espírito humano e servem para nos empurrar para diante, para não ficarmos parados no mesmo lugar, feito umas bestas quadradas*. Ou, senão, servem para implicar com os outros, o que é muito bom para qualquer espírito humano. Isto porque o ser humano não vive sem meter o nariz onde não é chamado.

Assim todos nós, em maior ou menor grau, temos nossas implicâncias, nossas quizílias, como diziam os antigos. Não me venham dizer que sou antigo, pois isto já é uma implicância!

Eu, por exemplo, tenho implicâncias com a Rede Globo de Televisão. Sou da geração universitária de 68, portanto formado no sentido de achar que a emissora tinha parte com o capital ianque, o que, convenhamos, é o mesmo que uma alma ter parte com o demo.

No entanto minha implicância está baseada em fatos concretos, que não necessitam de apuração por comissão de inquérito, nem investigação da Receita Federal.

Qualquer jogo de futebol que qualquer emissora, além da Globo, passe, vejo sempre na outra. É que a Globo, por várias vezes, teve o monopólio de transmissões esportivas e só passa aquilo que quer, no horário que bem entende. Então, por implicância, vejo no outro canal.

Outra implicância – e esta é pontual – é com a exagerada importância que a emissora dá às eleições norte-americanas. É muita análise, muita conjectura, muita minúcia, para depois tudo continuar na mesma. O objetivo maior dos EUA é puxar a sardinha para a brasa deles (Estou sabendo que anda faltando sardinha por lá!). É vem verdade que sou mais simpático – ou menos antipático – aos Democratas. Porém, no fim, o big stick ianque se aplica a Chicos e Franciscos. E salve-se quem puder!

E continua minha implicância com a dita emissora, agora pela pronúncia estapafúrdia do nome daquele estado do Norte, Roraima. Será que não há nenhum assessor linguístico, gramatical ou o raio que o parta, para dizer para apresentadores e jornalistas que a pronúncia padrão brasileira fecha o fonema /a/ do ditongo /ai/, porque logo em seguida vem o fonema nasal /m/. Assim, deve-se dizer /Rorâima/, meio que fechado, meio que nasalado. Se lá dizem desta maneira, isto não obriga o restante do país a acompanhar. Já reclamei em outras postagens. A seguir a lógica,  deveríamos, então, a pronunciar London, Parri, Köln, København, para Londres, Paris, Colônia e Copenhague, pois é assim que os nativos fazem.

E aproveito também para dizer que tenho implicância com McDonalds. Passei a minha vida inteira de pai catequizando meus filhos a não comerem na rede de comida rápida, por uma questão nacionalista: não vamos pagar royalties para comer porcaria. E os levava a comer na rede Cupim. Hoje meus filhos riem de mim, pois achavam aquilo muito doido. No entanto, até hoje, penso assim.

Prefiro a empadinha de camarão da padaria da esquina. Com bastante pimenta!

Bom dia para você, paciente leitor!

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*Não é nada disso. Não sei o que é, mas só por implicância, comecei desta forma.

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