UM POEMA DE BUDEGO

Meu amigo Budego (José Flávio) faleceu, prematuramente, no último sábado.

Há alguns anos, pediu-me que visse dois poemas que fizera para nossa terrinha natal, Carabuçu.

Ele era um apaixonado por nosso torrão natal, como poucos que conheci.

Agora, com sua partida, quero mostrar aos amigos leitores um de seus textos, que ainda estão arquivados comigo, como homenagem a ele.

MEU BERÇO

Meu querido Carabuçu,

Meu verde, meu vermelho,

Meu solo fértil, minha rocha,

Meu paul, meus regatos

De águas límpidas.

As flores dos meus campos…

Os meus pássaros livres

Que cantam de graça…

Meu topo de montanha…

Meu pé de serra…

Do dia que se encerra…

Meu morro, minha várzea,

Onde, num tom de paz,

Ao reluzir dos pirilampos,

Canta a cigarra,

Trina o grilo

E o sapo coaxa.

Minha lua cor de prata…

Meu sol de ouro…

Meu céu azul…

Uma cerveja…

Na praça, fora de hora,

Numa conversa franca…

Observando, na torre da igreja,

A tratar dos filhotes,

Imponente a sussurrar

A formosa coruja branca.

Minha família…

Meus amigos…

Minha antiga Liberdade…

Pelos caminhos

Por onde ando,

Sempre de ti

Sinto saudade,

Pois és

Meu berço natal,

E foi aí que aprendi

Que não há

Dinheiro no mundo

Que pague a Felicidade!…

José Flávio Gimenes da Silva

23/12/1999

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