A BORBOLETA

A borboleta pousa na porta
Do quarto de uma idosa morta.
A borboleta é preta
A idosa, afrodescendente.
De repente revoltado
Vem o filho da velha de jornal dobrado
E esmaga a borboleta
Em certeiro golpe inapelável
Por tomá-la por agourenta.
A morte
Essa no entanto
Indiferente a qualquer preceito
Leva as duas
Sem atentar por certo
Ao novel conceito
Do politicamente correto.

Foto de Ana, em blogdosilvioeana.blogspot.com.

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