NOVA DECLARAÇÃO À PRAÇA

Neste início de 2013, e tendo em vista que o fim do mundo em 2012 foi um verdadeiro fracasso, quero fazer uma nova declaração à praça. Esclareço que estou tomando o cuidado de não declarar nada que realmente possa ferir suscetibilidades, nem levantar melindres, nem aventar hipóteses. Não sou dado a perturbar a paz alheia, ou aumentar as olheiras dos outros. Nem desandar as alheiras lusas, tão caras à culinária de Portugal. Mas quero crer que também vou botar a boca no microfone, aliás, no trombone, para fazer esta declaração.

Assim, declaro em alto e bom som… Ou melhor, através destas bem traçadas linhas, que não adianta vir com livros de autoajuda, conselhos práticos e simpatias para resolver qualquer tipo de problema que possa ocorrer no decurso deste ano.

Não ganhei nesta última megassena da virada e fiquei de ovo virado. Estou com a macaca, estou soltando os bichos de tal forma, que o IBAMA anda querendo saber onde juntei tanto bicho.

Também estão dispensados os livros de Paulo Coelho. Prometo que não lerei nada daquilo. Ele já está muito rico escrevendo abobrinhas. E não serei eu a pôr empada na azeitona de ninguém.

Também não quero receber o último grande trabalho do dito rei Roberto Carlos, aquele cara que vive repetindo que é o cara. Qualé, cara, pra cima de mim? Ou como dizíamos na juventude, quando ainda tínhamos um lustrezinho francês a ornar nossa pretensa cultura: Pra cima de moi, jamais!

E há umas tantas outras coisas que devia declarar, porém me falta coragem: são certas maledicências a respeito de certas obras, de certos autores, muito incensados ambos – obras e autores -, os quais acho muito chatos. Mas só declaro em off, que é para não dizerem que sou insensível, pretensioso ou abestado, incapaz de mergulhar nos sentidos escondidos dos textos dos ditos autores. Deus me livre de me passar por abestado!

Mas há certo poeta famoso por aí que até nas entrevistas fala por metáforas. E, pior, metáforas estapafúrdias, improvisada para a ocasião. É incapaz de conversar como gente comum, normal, que tem dor de barriga e tira meleca do nariz. Ora, faça-me o favor!

Quero declarar, por fim, que qualquer coisa que declare, daqui por diante, fica declarada não declarada. Se é que me entendem, pois, como Tom Zé, estou explicando que é para te confundir, mas também não vim aqui para explicar nada. Ou será que foi o Chacrinha? Tanto faz, Tanto Zé!

E tomara que, em 2013, não surjam novas previsões de que o mundo vai acabar. Isto está acabando com minha paciência.

Tenho dito! Ou será Tom e Dito? Sei lá!

Imagem em cangablog.com.

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Um comentário em “NOVA DECLARAÇÃO À PRAÇA

  1. Bendito seja vosso brilhante mau-humor. Esquecestes o Botafogo?

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