O CAMPEONATO CARIOCA COMEÇOU

O Botafogo jogou bem 45 minutos, quando fez os 3×0. Nos outros, fez para o gasto.

Faltaram o Seedorf e o Bruno Mendes, que foi substituído por outro centroavante que também não faz gol, tal qual o Raphael Marques. Faltou também o Lucas na lateral, mas não notei sua falta. Aquele tal Gilberto deu conta do recado. Mas, às vezes, é sempre assim: o cara entra substituindo o titular e faz das tripas coração apenas para atrapalhar o técnico em sua sábia e segura condução do elenco. Renato se machucou, Felyppe Gabriel se cansou mais uma vez, e não senti falta daquele zagueiro de cabelo esquisito de cujo nome nem me lembro mais. Quem é mesmo?

Também se machucou o Antônio Carlos, outra vez, e OO lançou na defesa o Defendi. Me deu uma baita preocupação de que ele fosse para o ataque. Seria para confirmar aquela velha lei do jogo que diz que melhor ataca quem se defendi. Ou vice-versa, nunca se sabe. Vai depender muito do técnico. Pelo menos, ali atrás, nós temos uma pessoa e um nome na defesa. Um jogador que vale por dois.

E me preocupei também, já que 66,6666666666666% dos nossos gols foram marcados por zagueiros. E apenas 33,33333333333% por atacante, que não é tão atacante assim, o Andrezinho.

Já o jogo do Fluminense foi praticamente uma pelada organizada, com os times uniformizados, juiz e bandeirinhas, jogado num terreno baldio, que é o verdadeiro estado do campo de jogo de São Januário.

Inclusive durante a transmissão da partida, o narrador falou sobre os comentários desairosos que jornalistas holandeses fizeram do gramado, quando da recente visita de um time daquele país ao Brasil, de que não ouvi sequer uma palavra. Para mim, não esteve aqui holandês nenhum! Porém, como não sou onisciente, é bem possível que isto tenha ocorrido em passado recentíssimo.

Esses jornalistas estão completamente desarrazoados: o país deles tem mais água que terra, tanto que é todo cercado por diques para não submergir. E também se chama Países Baixos. Eles se deviam dar por satisfeitos em ver um gramado que tem mais terra do que grama. Mas, pelo próprio nome do país, se vê que eles têm mania de grandeza: um minúsculo território cheio d’água, com o nome no plural. É muita pretensão! Aliás, aqui no Brasil, países baixos nomeia certa região da horrível anatomia masculina, que prefiro não identificar, a fim de não ser chamado de pornográfico.

O Vasco da Gama também ganhou por 3×0 e é forte candidato a vice-campeão. Até já disse isso no Facebook e arranjei confusão com amigos vascaínos. Mas é um bom sinal. Não a revolta dos meus amigos, mas a disposição dos jogadores do Bacalhau em superar as ausências do pessoal do INSS – Juninho e Felipe – que debandou em busca de clubes com cofres mais abarrotados de grana.

Já o Flamengo… Bem, o Flamengo ganhou, mas não me convenceu. Aliás, o Flamengo não me convence nunca. O pior é que, às vezes, ele faz jeito de songa-monga (Lembram-se desta palavra?) e surpreende no final: não ganha nada. Hahahaha!

Enfim, veremos quem tem mais garrafas para vender, como diriam os velhos comentaristas do nobre esporte bretão.

Pelo início, acho que estamos todos sendo um pouco iludidos por nossos times. É reflexo da volta do uso da droga que atende pelo nome de futebol, depois de mais de um mês de abstinência.

Bom campeonato para todos. Principalmente para nós botafoguenses!

Imagem em jocapoeira.wordpress.com.
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