ESTE É O BOTAFOGO QUE EU CONHEÇO

O Botafogo anda dando mais alegria à sua torcida que palhaço em circo de cavalinho, à meninada.

Ontem foi a Santos, para jogar no alçapão da Vila Belmiro, e parecia jogar em casa. Desconheceu a torcida contra, o momento de certa ascensão da equipe praiana, apesar da derrota contra o Flamengo no jogo anterior, no Maracanã. E quebrou um tabu – coisa tão cara à crônica esportiva – de doze anos sem vitória naquele acanhado estádio, que já viu dias gloriosos de Pelé e companheiros.

Em nenhum momento, no recesso do meu lar, aboletado em meu sofá, corri risco de enfartar. Vi o jogo com calma e paciência, achando que, a qualquer momento, poderíamos fazer nossos gols.

E é de se ressaltar, mesmo que eu leve uma espinafrada do amigo Zatonio Lahud, que o Seedorf não está jogando bem há alguns jogos. Parece cansado, sofrendo o peso da idade. Mas logo agora, Seedorf, que estamos embalados em direção ao título? Aguente mais um pouco! E também livre minha cara, Zatonio, por este comentário.

Ainda assim – e também com algumas bolas perdidas por Rafael Marques pela esquerda, que motivaram contra-ataques do Santos – estivemos soberanos na partida, sem que isso se tenha mostrado de forma avassaladora.

O Santos até que tentou, mas estávamos atentos. E é melhor ser atento que tentar, já que tentar tem em si implícita a ideia de não consecução, de não realização.

E Elias, que passa boa parte da partida como um songa-monga, na hora decisiva mostrou que é oportunista e corajoso, pois até enfiou a cabeça no pé do zagueiro santista, para fazer o segundo gol.

Apesar da implicância de meu filho Pedro com Renato, desta vez ele jogou bem, fazendo, inclusive, o lançamento que resultou no nosso último gol: viu Hyuri entrando pela direita e meteu a bola com precisão, permitindo ao jovem xodó do time cruzar com perfeição para a cabeçada do Elias.

O gol santista, eu vi, mas não vou dizer quem fez. Tenho a maior má vontade com o time adversário. Tanto que, quando vejo os jogos, só reconheço nossos jogadores. Os outros são como jogadores de pebolim: todos iguais.

Fizemos os necessários três pontos, para que não deixemos que os Smurfs, como diz meu filho, se distanciem demais e entrem na floresta de que só eles, possivelmente, podem conhecer a trilha.

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