2014 VEM AÍ!

Gostaria muito de desejar aos meus amigos, parentes, leitores e não-leitores um profícuo ano de 2014, mas creio que isso não adiantará de nada. Pelo que sinto, o ano está irremediavelmente perdido. Só mesmo os vendedores de agendas e ilusões lucrarão alguma coisa com isso. Nem mesmo as cartomantes, quiromantes, cartógrafos astrais e adivinhadores de todas as sortes terão qualquer lucro como um ano que não terá nenhum problema. Por isso é que todos os demais, ou melhor, a chamada classe produtiva vai estar é lascada.

Senão vejamos.

Como qualquer ano, este também começará com descanso, pois ninguém é de ferro. Logo emenda São Sebastião, Carnaval (Que aliás já está fumegando nas quadras!), Semana Santa, uma batelada de feriados em abril por conta de um sem número de mártires, Copa do Mundo com seus desdobramentos anteriores e posteriores, mesas redondas e análises táticas, e, para culminar, eleições gerais no país, mais os feriados de novembro, o Natal e assim por diante. Viram como o ano passou rápido? Durou apenas um parágrafo, e nem tão longo assim.

2014 será um ano sabático no Brasil. Talvez trabalhem as pessoas ligadas à área de turismo, o pessoal de bar que faz caipirinha, serve chope e frita pastel e bolinho de bacalhau. Todos os demais estarão em casa coçando o saco – ou algo assemelhado –, pois 2014 será o ano da graça e da bonomia, da festança e da esbórnia. Eh, nós!

Eu, por exemplo, prometo não fazer nada. Mesmo que já esteja aposentado há alguns anos. Ainda assim quero renovar os votos de mandrião e preguiçoso, da linha de Caymmi com muita honra e vagareza. Nem mesmo me darei ao trabalho de ir atrás dos jogos da Copa da Fifa, porque não estou aqui para dar milho a bode. E, de mais a mais, já andei falando tão mal da Fifa, da Copa e das autoridades interessadas no assunto, que seria pouca vergonha de minha parte ainda por cima dar dinheiro para encher o rabo do Joseph Blatter e seus compinchas. Minha suada grana não verão! Nem inverno, primavera e outono!

Assim, daqui mais um ano, no final de 2014, espero voltar aqui – aí, sim! – para desejar algo de produtivo para você e para o país. Porque 2014 já foi pro vinagre.

Em todo caso, ponha a cerveja na geladeira e aproveite. Seja feliz de qualquer jeito!

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PS: Qualquer que seja a previsão que o ministro Mantega faça para a economia em 2014, não creia! Ele nunca acertou uma, e não será agora que isso se dará!

 

Imagem em 123rf.com.

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