O SOL DERRETE

O sol do verão de Miracema
Derrete o poema a prosa e a conversa fiada
Mas sempre é possível molhar a palavra
Com a cerveja gelada
Do Bar do Marquinhos
Do Bunda de Fora
Do Botequim do Melado
Onde as histórias se sucedem sem pressa
Com risos
Sem compromissos
Com graça
E algum colesterol incorporado
Enquanto lá fora
Maçarico ligado
O sol incendeia tudo o que exposto estiver
De uma forma indecente
Por isso é melhor
Se esconder nos botecos
Que parecem oásis de sombras gostosas
Bebidas geladas
E gente de bem prosa

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Obra de Dim Brinquedim em exposição no Museu Janete Costa de Arte Popular de Niterói (foto do autor).

 

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