O PAÍS ESTÁ NO ATOLEIRO!

Estou enganado ou o Brasil está virando um país de baderneiros, celerados, corruptos e bandidos de toda laia, que atuam acintosamente, sem medo nenhum da nossa lei pífia e de autoridades passivas?

Aqui não está um temor de esquerda, de direita ou de centro. Apenas a apreensão de um cidadão comum que, a cada dia, se espanta com os níveis da insurreição social e de corrupção generalizada que assolam o país de norte a sul.

O calendário não termina amanhã! O planeta não se destruirá por cataclismo no mês que vem! E que país queremos para o segundo semestre, para o próximo ano, para as futuras gerações? O que viveremos nós mesmos e o que legaremos a nossos filhos e netos?

Não desejo nenhum tipo de ditadura, de regime obscurantista e repressivo como solução para nossa severa crise atual. Não espero nenhum salvador da pátria, porque eles não existem. Mas há que se fazer alguma coisa imediatamente, a fim de que o tênue tecido social em que estamos enredados não se rompa definitivamente.

Todos temos o direito de sair de casa e de saber que voltamos. Vivos, sãos e felizes. Com os deveres cumpridos, mas com os direitos todos em dia, garantidos. Não podemos ficar à mercê de nenhum tipo de grupo que age contra o interesse maior da sociedade. Nenhum direito de grupos pode prevalecer sobre o direito da sociedade como um todo. Embora os direitos individuais e de grupos sociais constituam o direito maior do país. Há reivindicações justas. Mas baderna é outra coisa!

Em Pernambuco, durante a greve da polícia, o que se viu foi uma vergonhosa ação de parte da população transformada em saqueadores de ocasião, unicamente pela falta do cassetete. Que merda é essa, que parte de nós só não vira celerado se houver um policial a vigiar? Que tipo de cidadão é esse que vai para a barbárie tão facilmente, quando não sente a força bruta fungando no seu cangote? Só pela ausência da polícia, eu estou autorizado a invadir, depredar, roubar? Que tipo de ética é essa?

E as greves de parte dos motoristas de ônibus nas grandes cidades, como em São Paulo agora? Quem lhes disse que eles podem transformar a vida de milhões de pessoas num inferno e levar a cidade para o caos?

Por que grupos de cinquenta, cem, duzentas pessoas fecham estradas, avenidas, ruas, impedindo o trânsito de bens e pessoas, como se bloqueassem um corredor de suas casas à passagem de animais domésticos?

Nunca reclamei aqui, mas já fiquei parado na BR-040, próximo a Juiz de Fora, durante quase uma hora, porque cerca de oitenta-cem pessoas se manifestavam pela aprovação da PEC número tal, anunciada em faixas, mas que não sei do que se tratava. E imagino que a maioria esmagadora dos que por ali transitavam também não sabia. E eles, os manifestantes soberanos, nos deixaram passar, um a um, num funil estreito da pista, à medida que lhes dava na telha. E imediatamente me tornei um ferrenho opositor àquela maldita PEC, cujo conteúdo até hoje desconheço.

Tenho a impressão de que nada disto é político, ideológico, no sentido básico por que se entendem tais conceitos. Tenho a triste impressão de que isso revela o ponto de degradação a que estamos chegando na escala do conceito civilização em nossa sociedade.

Imagem em metafisicaportal.blogspot.com.

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