EU E A SAMSUNG, A SAMSUNG E EU.

Sou consumidor dos produtos Samsung há algum tempo. Vários celulares, um tablet, um antigo toca-cd muito bom e a câmara Samsung Galaxy, com a qual já fiz mais de dez mil registros fotográficos, desde que a adquiri em junho de 2013.

Pois muito bem! A minha câmara deu fricote há uma semana: travou o zoom. Por mais que fizesse o que era recomendado – retirada da bateria e a consequente recolocação –, não consegui que ela voltasse ao normal. Resultado: procurei a assistência técnica no centro de Niterói. Lá fui rapidamente atendido: não se faz o conserto da máquina.

A moça que me atendeu, em resposta à indagação de onde poderia fazê-lo, me deu um papel com vários telefones de outras assistências técnicas no Rio de Janeiro. Mas disse ela: Acho que só em Manaus (o aparelho é produzido na Zona Franca).

Telefonei, então, para um dos números, cujo endereço é na Avenida Gomes Freire, no centro do Rio de Janeiro. Disse à atendente o meu problema, o modelo da câmara, e ela informou que lá faziam o reparo. No dia seguinte, lá fui eu, sob um calor já de trinta e tantos graus, até a loja. Já agora a mocinha do atendimento informou que não faziam o conserto ali. Reclamei da informação errada, que me obrigou a atravessar a poça, sem resultado prático. Ela, então, condoída com a minha situação disse que só a Samsung poderia dar jeito. Mas vocês não são a Samsung, perguntei. Está escrito no letreiro. É, mas não é. Ela me deu o número da Samsung do Brasil e os escambau a quatro, para que me informasse. Acho que só em São Paulo, terminou ela.

De volta a casa, liguei para a Samsung, contei minha peripécia, e a mocinha paulista me passou o telefone da autorizada no Rio capaz de fazer o reparo. Era a mesma autorizada, com número de telefone diferente. Esta tem quatro ou cinco filiais na cidade. Retornei a ligação para a dita cuja Samsung. Depois de mais de seis ligações, falando com um e com outro, resolveram que eu deveria mandar o aparelho para lá. O rapaz – agora era um mancebo a atender – passou o protocolo do atendimento (Anote aí, senhor), o número do serviço (Anote aí, senhor!) e disse que “estaria transferindo a ligação, para que me fosse fornecido o código de postagem”, pois a remessa do bem era por conta da empresa. Informou que a minha câmara “estaria sendo enviada para uma autorizada em São Gonçalo-RJ”. Só no dia seguinte consegui o bendito código.

Passadas as vinte e quatro horas recomendadas, fui até a agência dos Correios aqui perto. Forneci o número da postagem. O homem – quase tão terceira idade quanto eu –, depois de todos os procedimentos postais necessários, me perguntou um tanto cético:

– O senhor vai enviar esta máquina para São Gonçalo?

Quase gelei, embora a temperatura estivesse pra lá de Marraquexe. Senti naquele instante que o destino de minha tão estimada câmara fotográfica estava incerto e não sabido. Se Niterói e Rio de Janeiro não fazem o reparo, por que São Gonçalo fará?

Seja lá o que a Samsung queira!

Imagem em culturamix.com.

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